Você que adora fazer compras online: sabia que é possível recuperar parte do dinheiro gasto? Esse modelo de compras é conhecido pelo nome Cashback que, em inglês, significa literalmente "dinheiro de volta". Nos Estados Unidos e em outros países no exterior, esse tipo de transação é bastante comum e, por aqui no Brasil, é um modelo que está ganhando cada vez mais força, especialmente com o surgimento de empresas como a Méliuz e a Poup, que fazem parcerias para que todo o trâmite aconteça.

Basicamente, o cashback funciona como um programa de fidelidade, em que o usuário se cadastra no serviço de cashback, faz compras em sites parceiros e, depois de acumular certo valor em compras, o dinheiro volta para a conta-corrente do comprador.

Por trás do cashback

O usuário que quiser reaver uma parte do dinheiro com suas compras online deve, antes de tudo, se cadastrar nessas empresas que fazem esse tipo de trâmite. Isso porque não é possível reaver qualquer valor quando a compra é feita diretamente nos sites de e-commerces — é preciso ter o intermediário que garanta a transação.

O que acontece é que, por redirecionar o usuário a um site específico parceiro, a empresa de cashback ganha uma comissão. Mais ou menos como acontece com anúncios pagos na internet. A empresa de cashback consegue um comprador para o e-commerce que, por sua vez, paga por essa “mãozinha”. Parte desse dinheiro é dividido com o usuário e, assim, acontece a recompensa.

No caso da Méliuz, por exemplo, que citamos no início do texto, a empresa possui parcerias com outras grandes lojas online, como Amazon, Netshoes, Shoptime, Casas Bahia, Sephora, Carrefour, O Boticário, Zattini, entre outras. No site, o usuário habilita a função para ter o dinheiro de volta. Uma vez logado, o usuário é redirecionado para o e-commerce desejado e realiza a compra normalmente. “Um sistema de rastreamento identifica suas compras e registra, em sua conta, o valor de reembolso devido para cada aquisição”, explica a página da companhia.

O saldo é cumulativo e fica armazenado na conta do usuário até atingir um valor mínimo para resgate  no caso R$ 20. As transações são realizadas de forma gratuita para o consumidor e os depósitos de devolução de dinheiro são feitos uma vez ao mês.

Cada loja parceira dá uma porcentagem de volta. A Amazon, por exemplo, devolve 4% do dinheiro em compras na categoria eletrônicos e tecnologia. Já a Microsoft retorna 3% em compras de informática. 

Vale lembrar que essas regras da quantidade de dinheiro devolvido mudam de um site para outro, mas o princípio de funcionamento básico é o mesmo.

Evolução

A Méliuz foi fundada em 2011, quando o assunto cashback ainda era relativamente recente no mundo das compras online brasileiro. Até maio deste ano, a companhia de cashback já havia conseguido devolver cerca de R$ 30 milhões para os seus usuários.

O sucesso foi tamanho que, em 2016, a Méliuz fechou parcerias inclusive com lojas físicas, expandindo seu modelo de negócios para além dos e-commerces. Até o momento, a empresa opera com parcerias em postos de gasolina, restaurantes, bares e lojas nas cidades de São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS) e Brasília (DF). A meta ambiciosa da startup é alcançar uma base com o total de 10 mil estabelecimentos até dezembro.

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