Agência antidoping já busca maneiras de frear edição de genoma em atletas

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A WADA, a Agência Mundial Antidoping, é uma instituição liderada pelo Comitê Olímpico Internacional que toma medidas contra o doping de atletas em competições esportivas oficiais. A luta da WADA é diária, sempre correndo atrás de técnicas e meios de identificar novas drogas e outros métodos de doping que surgem a cada dia.

A WADA vai barrar substâncias que sejam “agentes de edição de genes projetados para alterar as sequências do genoma

Já prevendo o imenso trabalho que pode ter muito em breve, a agência decidiu já tomar uma atitude para frear possíveis edições de genoma, um tipo de engenharia genética que altera a estrutura do DNA, seja inserindo, deletando ou substituindo genomas de um organismo vivo usando o que é chamado de “tesoura molecular”.

A Agência Mundial Antidoping já possui medidas que proíbem terapias genéticas que alterem células, por exemplo, o que pode melhorar artificialmente o desempenho de atletas, mas isso não inclui edição de genes como acontece no sistema CRISPR (Clustered Regularly Interspaced Short Palindromic Repeats, ou seja, Repetições Palindrômicas Curtas Agrupadas e Regularmente Interespaçadas).

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Assim, a partir do ano que vem, a WADA vai barrar substâncias que sejam “agentes de edição de genes projetados para alterar as sequências do genoma e/ou a regulação de transcrição ou epigenética da expressão gênica”. Como o processo de edição de genoma ainda está em fase de testes, só foi testado com sucesso em seres humanos apenas uma vez e é algo caro, a agência já dá um passo à frente antes que exista a possibilidade de a prática sair do controle.

Após 10 anos de busca por meios de flagrar esse tipo de doping, a WADA conseguiu desenvolver um teste bem-sucedido apenas em 2016. Até ano que vem, o processo certamente vai ter sido lapidado e vai conseguir encontrar atletas com genomas editados para ter uma melhor performance na hora das competições.

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