“Confira hoje mesmo! Superpromoção de smartphones com tela 4K, memória de até 64 GB para salvar arquivos, processador de 32 cores e câmera de 134 gigapixels!”... OK, você dificilmente vai encontrar um anúncio que diga tudo isso ao mesmo tempo para um aparelho — pelo menos nestes próximos anos. Mas você deve entender que muitos dispositivos chegam ao mercado com informações similares a essas!

Nos últimos anos, os fabricantes de todos os cantos do mundo passaram a investir bastante nos recursos “gigantescos” para os aparelhos eletrônicos. Isso significa que tem sido cada dia mais comum vermos dispositivos com maior capacidade, maior velocidade, maior resolução... Tudo é “mais” no mercado, mas será que podemos acreditar que tudo isso realmente faz diferença no final das contas?

A verdade é que muitos dos recursos anunciados são verdadeiras jogadas de marketing, sendo necessário tomar muito cuidado antes de investir o seu dinheiro nos aparelhos. Aquele recurso que parece revolucionário pode não ser tão útil, e aquela funcionalidade que fez seus olhos saltarem pode ser bem menos importante do que parece. Quer saber quais são as informações mais comuns para saber como se cuidar? Então confira agora mesmo!

1. Áudio estéreo com várias saídas

Alguns anos atrás, a HTC anunciou alguns smartphones com sistema de áudio estéreo muito mais interessante do que estávamos acostumados a encontrar. Com saídas de dois canais e localizadas em lados opostos do celular, o sistema de som garantia mais qualidade e fidelidade nas reproduções, ganhando elogios em diversas partes do mundo. Mas isso não significa que todo aparelho passe pelo mesmo.

Existem alguns dispositivos no mercado que prometem “duas saídas de som”, mas que o fazem de uma maneira bem inferior ao que se deseja. Um exemplo bem comum é o das saídas na parte inferior do smartphone — sendo que ambas acabam sendo interpretadas pelos consumidores como se estivessem saindo de uma mesma fonte.

Também há os speakers separados e que enviam o sinal por apenas um canal, tirando a qualidade do som e perdendo a essência de ser “estéreo”. Em resumo, antes de se empolgar com a possibilidade de alto-falantes melhores, é bom saber se eles são mesmo dispostos de uma maneira estéreo e se eles reproduzem o áudio enviado por canais separados.

2. A ilusão dos megapixels?

Quantos megapixels possui o sensor da câmera integrada ao seu smartphone? A grande maioria dos aparelhos intermediários não passa dos 8 MP, mas há alguns modelos mais avançados que chegam aos 41 MP — sendo que esses números geralmente fazem parte de uma das maiores promessas de qualidade para os consumidores. Há casos em que eles realmente representam alta qualidade — como na família Lumia —, mas você já deve saber que megapixels não são tudo o que importa.

Este número de megapixels representa o tamanho máximo de uma fotografia, mas não a qualidade dela. Isso significa que uma foto capturada com resolução de 5 MP pode ser bem superior a outra, que foi tirada com 14 MP. Tudo isso vai depender de uma série de outros fatores relacionados à câmera — incluindo qualidade do sensor, abertura da lente, sensibilidade de luz e velocidade do processador.

É claro que os megapixels são importantes, afinal de contas, eles são os responsáveis pela ampliação máxima que uma fotografia pode ter na impressão ou na tela do computador, por exemplo. Mesmo assim, é necessário lembrar que as câmeras que existem atualmente já criam fotografias em dimensões bem maiores do que precisamos em nossas atividades cotidianas.

3. Pra que tanto “Core”?

Você sabia que grande parte dos aplicativos não consegue interpretar mais do que dois núcleos executando processos em um portátil? Pois é... E é por isso que os chips com quatro ou oito núcleos ainda não conseguiram se consolidar tanto no mercado. Grande parte deles utiliza núcleos secundários apenas para reduzir consumo, não para acelerar funções dentro do dispositivo.

Isso significa que alguns aparelhos com processador “octa-core” não vão, necessariamente, entregar o dobro do desempenho de um “quad-core”. Uma prova bem interessante disso está no iPhone 6, que surgiu com processador dual-core e é um dos aparelhos mais poderosos que estão no mercado atualmente. São diversos os fatores que influenciam nisso, não apenas a quantidade de núcleos.

4. Expansão SD, mas pouca memória interna

Um dos grandes problemas dos smartphones Android de baixo custo é a quantidade de memória interna que eles oferecem. O sistema operacional em suas versões mais recentes não permite que os aplicativos sejam instalados nos cartões de memória externa, o que limita bastante as opções dos consumidores. Dessa forma, aparelhos com menos de 2 GB de armazenamento impedem a instalação de muitos apps.

Isso significa que um smartphone que oferece expansão para até 32 GB ou 64 GB com cartões SD não é uma grande vantagem — caso ele não traga uma boa memória interna. Ele pode até garantir que você armazene uma quantidade imensa de fotografias, músicas, vídeos e outros documentos em seu aparelho, mas esqueça os joguinhos e apps em larga escala.

5. Brilho extremo só no laboratório

Uma das grandes promessas do Samsung Galaxy S5 é a capacidade da tela do aparelho. Segundo a fabricante, o novo smartphone top de linha é capaz de refletir apenas 4,5% da luz exterior — contra os 47% que eram refletidos pela tela do Galaxy S4. Isso — teoricamente — significa que o aparelho pode ser utilizado com muito mais facilidade em ambientes externos, pois a luz de lâmpadas ou do sol não interfere tanto na tela.

Em termos práticos, ela é realmente muito superior à vista na geração anterior do dispositivo. Mas é preciso mencionar que essa qualidade só é vista em toda a sua amplitude durante testes de laboratório. Isso acontece porque, em condições normais, não é possível fazer com que luz em brilho tão extremo seja direcionada à tela. Ou seja, em escala natural, os números não são tão surpreendentes.

6. Flash com dois LED

Por mais avançado que seja o smartphone, as fotos em ambientes escuros ainda vão ser bem inferiores às conseguidas com câmeras maiores — a abertura e o sensor menor nos celulares são alguns dos grandes responsáveis por isso. Pensando nisso, muitas fabricantes vendem seus aparelhos com um sistema de Flash equipado com lâmpadas de LED.

Por mais que isso gere mais iluminação para os ambientes, é preciso dizer que essa luz não reflete diretamente em maior qualidade para as fotografias. É importante não confundir tecnologias que utilizam dois LEDs comuns com outras especiais, como a do iPhone 6 que utiliza flashs balanceados para oferecer melhor captura dos tons de pele.

7. Tela 2K

Ter maiores resoluções em um aparelho parece uma ótima pedida, não é mesmo? Afinal de contas, quem não quer ter o melhor possível em seus portáteis para assistir a vídeos e jogar games com muito mais qualidade? Apesar de muitos pensarem dessa forma, é necessário saber que os smartphones com tela 2K ainda geram muita polêmica, pois não entregam tudo o que os consumidores esperam.

Apesar das maiores resoluções, é preciso saber que muitos apps ainda não estão prontos para isso. O resultado é uma queda bem evidente na performance em muitos momentos, além de consumo de bateria maior do que o desejado. Quanto aos pixels e à qualidade, também devemos dizer que, à percepção dos olhos humanos, a enorme quantidade deles não é tão superior.

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É claro que todos esses recursos possuem suas vantagens e garantem possibilidades bem interessantes para os consumidores — afinal de contas, podem trazer algumas facilidades para a utilização em diversos momentos. Mas o que queremos mostrar com este artigo é que, em muitos momentos, são muito mais usados como jogadas de marketing das fabricantes.

Vale dizer também que alguns recursos que hoje são considerados banais e até mesmo atrasados já passaram por essa mesma situação no passado — o que inclui as telas coloridas e até mesmo os toques polifônicos. Você se lembra de outros recursos anunciados pelas fabricantes e que podem ser encaixados nesse perfil?

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