O mercado de smartphones está recheado de opções para os consumidores que querem comprar um novo aparelho. São modelos dos mais variados tipos, com preços que também variam bastante. Diante desse oceano de alternativas, fica difícil escolher o dispositivo ideal que atenda com perfeição todas as suas necessidades – o que, nós já adiantamos, é praticamente impossível.

Porém, mesmo que a gente consiga sanar quase todos os questionamentos, ainda há aqueles que persistem. Um deles é: afinal, vale mais a pena comprar um smartphone top de linha do ano passado ou apostar em um modelo intermediário lançado recentemente ou há pouco tempo? Neste artigo, vamos tentar sanar essa dúvida e esclarecer de uma vez por todas a questão.

Uma nova opção quase todos os anos

Durante o ano, muitas previsões feitas nos 365 dias anteriores podem até não ser confirmadas, mas uma delas quase sempre é certa: as fabricantes vão lançar novos modelos de seus smartphones intermediários e top de linha. Isso tem acontecido com praticamente todas as empresas do mercado, como Samsung, Apple, LG, Sony, Motorola e muitas outras.

Por conta disso, vamos separar a nossa análise de acordo com as principais fabricantes desse segmento, facilitando a compreensão dos argumentos apresentados. Assim, poderemos entender de uma vez por todas se vale ou não a pena comprar um intermediário em lançamento ou apostar no antigo top de linha. Confira!

Samsung

O caso da Samsung é fácil de analisar por conta da quantidade de modelos que a empresa joga no mercado. Os mais atuais se enquadram com perfeição em nossa análise. Afinal, vale a pena apostar no Galaxy A7 (2016) – intermediário lançado recentemente – ou levar para casa o Galaxy S6 – top de linha lançado no ano passado?

A análise da empresa sul-coreana deve levar em consideração um aspecto importante: a depreciação dos preços. Com o passar do tempo, os modelos da Samsung costumam apresentar uma desvalorização considerável, o que invalida o investimento durante os lançamentos. No caso específico desses modelos, o melhor mesmo seria investir no top de linha do ano passado – o Galaxy S6 – ou esperar o Galaxy A7 (2016) desvalorizar a ponto de compensar a compra.

Os testes de benchmark ajudam a entender por que vale a pena apostar no top de linha do ano passado no caso da Samsung:

LG

O caso da LG é semelhante ao da Samsung. Para nossa sorte, há modelos que se encaixam perfeitamente em nossa análise: será que vale a pena apostar no LG G4 – top de linha do ano passado – ou comprar o LG K10 – intermediário lançado recentemente? Aqui, as diferenças entre cada aparelho são mais acentuadas do que no caso da concorrente sul-coreana, mas a comparação ainda é válida.

Já que ambos podem ser encontrados por preços semelhantes, fica difícil sugerir a aquisição do K10, já que ele é inferior ao top de linha do ano passado. Portanto, vale a mesma avaliação no caso da Samsung: se precisar comprar um smartphone agora, invista no LG G4 ou espere tempo suficiente para que o intermediário lançado recentemente desvalorize a ponto de compensar o investimento.

Novamente, os testes de benchmark mostram de forma consistente como ainda vale a pena apostar no top de linha do ano passado, ao menos para a LG:

Sony

A empresa japonesa é uma das que fogem um pouco da regra e indica o intermediário mais recente como uma opção mais favorável. Apesar de não possuir lançamentos que se enquadrem com perfeição em nossa análise, vamos considerar os seguintes modelos respeitando a regra proposta no título: o Xperia M5 (intermediário recente, lançado em 2015) e o Xperia Z3 (top de linha do ano anterior, 2014).

O que vira o jogo para o intermediário é a desvalorização mais lenta sofrida pelos aparelhos da Sony. Mesmo muito tempo depois do lançamento, o Xperia Z3 ainda ostentava um preço elevado para muitos consumidores. Já o Xperia M5, que também se desvaloriza lentamente, tem um preço mais baixo, quadro que demorou para mudar.

A proximidade na performance entre eles é outro ponto que acaba pesando para o intermediário, já que não há uma distinção muito grande em desempenho – ao menos não o suficiente para compensar a diferença de preço.

Apple

Da mesma forma que a Sony, a Apple também possui dispositivos que desvalorizam de forma muita lenta com o passar do tempo. Assim, é difícil recomendar o modelo top de linha, já que ele vai continuar tão caro quanto no momento de seu lançamento. Por conta disso, vale a pena pesquisar um pouco e verificar se os modelos intermediários – que também desvalorizam pouco – estão apresentando um custo-benefício melhor para dado momento.

Uma boa comparação aqui, apesar de válida apenas para a moeda norte-americana, é o caso do iPhone SE e do iPhone 6s. A não ser que a diferença de tamanho na tela seja um ponto decisivo para o consumidor, vale mais a pena apostar no modelo "intermediário" – iPhone SE por US$ 399 – do que no top de linha lançado anteriormente – o iPhone 6s por US$ 649. A diferença de preço é muito grande e dificilmente vai mudar no futuro próximo.

Motorola

No caso da Motorola, também vamos precisar voltar no tempo para fazer a nossa análise: será que vale a pena apostar no Moto X Play (intermediário mais recente – 2015) ou levar para casa o Moto Maxx (top de linha do ano anterior – 2014)? Aqui, a variação no preço também tem um impacto grande na hora da decisão.

O Moto Maxx, apesar de já datado, oferece um desempenho superior quando comparado ao Moto X Play. O smartphone intermediário ainda sofre por conta do aumento de preço recente, ficando na mesma faixa que o seu irmão mais velho e perdendo em custo-benefício.

Atualização: mais recentes levam vantagem

Apesar de as análises de preço e desempenho se mostrarem pontos importantes para a decisão, os lançamentos sempre acabam ganhando em um aspecto: a preferência nas atualizações. Por conta disso, sempre vale a pena ponderar na aquisição de um modelo top de linha mais antigo e verificar se a fabricante não tende a abandonar o modelo com certa rapidez.

Isso é algo que pode acontecer mais frequentemente com empresas que lançam muitos aparelhos no mercado, como a Samsung e a LG. Por isso, pensar no modelos intermediários – e mais recentes – é considerar a sua vida útil dentro do ecossistema de atualizações. Será que o top de linha mais antigo vai receber tantos updates quanto o modelo mais novo? É provável que não.

Ponto fora da curva

Também devemos levar em consideração alguns aspectos que acabam valorizando muito determinado modelo, o que podemos chamar de "ponto fora da curva". O já mencionado Moto X Play, por exemplo, conta com uma autonomia de bateria com a qual poucos concorrentes na mesma categoria conseguem rivalizar. Isso faz com que ele se transforme em um intermediário forte, mesmo diante do top de linha lançado no ano passado.

A resistência à água do Galaxy S7 também pode ser considerada um ponto fora da curva. Se o intermediário que a Samsung lançar no ano que vem não trouxer essa característica, talvez seja melhor preferir o top de linha em vez de apostar no modelo mais recente.

Conclusão

De modo geral, essa questão – intermediário lançamento ou top de linha do ano passado? – infelizmente é mais bem respondida com um sonoro "depende". O cenário tende a mudar completamente se considerarmos uma fabricante ou outra por conta da desvalorização desigual que alguns modelos sofrem. Ainda devemos observar a análise de desempenho para saber se o aparelho mais recente não é muito mais fraco que o smartphone mais antigo.

Em suma, é preciso pesquisar caso a caso e analisar aspectos como preço, preferência por atualizações, pontos fora da curva, desempenho, possibilidade de desvalorização e outros detalhes importantes. Apenas depois de verificar todas essas questões poderemos responder com propriedade em qual modelo vale a pena investir: o intermediário mais recente ou o top de linha do ano anterior.

Você prefere um smartphone intermediário do ano ou um top de linha lançado um ano antes? Comente no Fórum do TecMundo!

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