Desde 2012, um produto bizarro deixa cientistas e interessados com água na boca. Um hambúrguer criado totalmente em laboratório, com base em células-tronco — sim, as mesmas "bases" que originam tecidos especializados para tratamentos.

Três anos depois, a equipe da Universidade de Maastricht, na Holanda, continua envolvida na produção do alimento. Porém, segundo o professor Mark Post, o produto só deve ser mesmo viabilizado pelo mercado em 2020.

Primeiro, ele seria um ingrediente exclusivo (de restaurantes de luxo, talvez?) para chegar às prateleiras de supermercados só depois que uma demanda fosse criada e, com isso, o preço possa cair. Por enquanto, um único hambúrguer feito em laboratório custa o equivalente a US$ 300 mil (ou R$ 1,17 milhão).

McTubo de ensaio

No processo, as células-tronco são extraídas do tecido muscular de vacas. Posteriormente, elas são cultivadas em nutrientes e substâncias específicas, crescendo e se multiplicando. As placas de carne resultantes são unidas na forma de um hambúrguer. O objetivo é atender o alto suprimento necessário de carne utilizando menos espaço para pecuária, menos energia no equipamento e realizando menor emissões de gases poluentes na atmosfera.

Em 2013, foi feita uma exibição para a imprensa do hambúrguer de laboratório. As críticas foram mistas: alguns achavam que aquilo era igual à carne de verdade, enquanto outros achavam pouco suculenta perto do material original. Sergey Brin, do Alphabet (antigo Google), é um dos investidores do projeto.

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