Volta e meia o automobilismo, principalmente através da Fórmula 1, atravessa a linha que delimita as áreas entre a tecnologia específica para o esporte e a da tecnologia que pode ser usada para o esporte. Pois bem, a oportunidade de explorar esses âmbitos fez com que empresas especializadas em VR ficassem bem animadas.

A Liberty Media, detentora dos direitos sobre a categoria de maior prestígio no automobilismo, colocou como um de seus objetivos reconquistar o público mais jovem e, para isso, ela quer atuar de forma mais presente no mundo digital.

Ian McGibbon, diretor de marketing da Bose, explicou que essa empreitada significa promover uma experiência que tira as pessoas da posição de meros espectadores e dá a oportunidade para que elas possam “viver na pele” o mundo da F1.

“Acredito que o usuário está atrás de experiências pessoais antes de qualquer coisa, mas eles gostam também de conferir o que rola nos bastidores. O que você vê no YouTube e no Facebook é legal e engaja, mas as pessoas ainda querem uma experiência física”, explicou McGibbon. “Acredito que esse é o caminho que vai ser seguido: será cada vez mais sobre uma experiência que crie engajamento, mas que seja física também”.

O executivo argumenta que os smartphones trouxeram a noção de tato novamente, o que faz com que o consumo de conteúdo através do toque seja algo muito mais natural do que em um computador, por exemplo. Além disso, a existência de assistentes domésticos como Alexa e Google traz a voz para essa equação – o único elemento que falta, realmente, é “transportar” as pessoas para uma experiência completa.

Renault trouxe para o Salão do Automóvel de São Paulo 2016 uma experiência que colocava os visitantes em um box virtual da equipe de F1 da marca

É essa oportunidade de criar uma nova forma de interação que está aguçando o interesse de empresas que trabalham com realidade virtual e que veem a Fórmula 1 como um ótimo campo de testes para desenvolver coisas novas.

No ano passado, a Liberty Media, em parceria com a Tata Communications, promoveu uma competição de inovação em conectividade que premiou fãs que desenvolveram soluções utilizando realidade virtual e aumentada para ajudar tanto as equipes quanto os fãs da Fórmula 1.

Uma das soluções apresentadas no F1 Connectivity Innovation Prize 2016 consiste em poder acompanhar as corridas pelo ponto de vista de pessoas espalhadas pelo circuito, utilizando VR e AR

As próprias equipes já estão testando novas formas de engajar o público fora das pistas, seja com vídeos em 360 graus ou estimulando o apoio aos pilotos, como acontece na Fórmula E, em que a participação do público resulta em um “boost” de desempenho nas corridas para o piloto com maior torcida.

E você, qual tecnologia gostaria de ver sendo utilizada e como você acha que a VR poderia melhorar a forma como acompanhamos e interagimos com o esporte? Deixe sua opinião nos comentários!