Após os ataques terroristas que aconteceram em Paris na noite do último dia 13, o grupo mundialmente famoso de hackers Anonymous declarou guerra ao Estado Islâmico através de um vídeo postado no YouTube. O texto narrado na filmagem, em francês, avisa ao ISIS para esperar o ciberataque a qualquer momento e que estarão trabalhando na maior operação que já realizaram.

O vídeo também informa que ativistas do Anonymous no mundo inteiro estarão focados em buscar e atacar ciberneticamente membros do Estado Islâmico, o grupo terrorista ao qual eles se referem como Daesh. Diferentemente dos termos mais popularmente usados para denominar o grupo, como a sigla inglesa ISIS (Islamic State in Iraq and Syria, ou Estado Islâmico no Iraque e na Síria) e em português EI (Estado Islâmico), Daesh refere-se ao acrônico desse mesmo nome em árabe, al-Dawla al-Islamiya fi al-Iraq wa al-Sham.

"Fanáticos impondo um ponto de vista"

O problema é que Daesh pode ser entendido como um trocadilho para um termo que descreve algo que vai desde “pisotear e destruir” a um “fanático que quer impor seu ponto de vista aos outros”. Exatamente por esse motivo, o grupo proibiu que esse nome fosse pronunciado sob a pena da pessoa perder a língua ou mesmo ser condenada à morte. Portanto, a imprensa francesa, a administração Obama e outras organizações que se colocam contra o Estado Islâmico devem passar a utilizar o termo Daesh para defini-los de modo ofensivo propositalmente.

Não é a primeira vez que o Anonymous faz ameaças ao Estado Islâmico. Logo após o ataque à redação do Charlie Hebdo, o grupo de hackers declarou guerra publicamente à organização terrorista e passou a expor contas do Twitter que eles afirmam estar apoiando o ISIS.

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