Que atire a primeira pedra quem nunca teve que dar uma de técnico e resolver algum tipo de pepino no computador de namorada, amigos ou parentes, geralmente por conta de a máquina estar infectada com malwares. Plataformas preferidas dos criminosos virtuais, as redes sociais costumam ser as principais portas de entrada para esse tipo de ataques. Mas será que há algum jeito de minimizar as invasões feitas por esses softwares maliciosos? As dicas que você confere aqui mostram que prevenir ainda compensa mais do que ter que remediar a situação.

Por que será que redes como Facebook, Twitter e Instagram interessam tanto aos internautas mal-intencionados? Para começo de conversa, o número altíssimo de usuários – e alvos em potencial – nesses portais parece ser um chamariz irresistível aos hackers. Some-se a isso o fato de que basta um conhecimento básico de programação para desenvolver aplicativos que conversem diretamente com esses serviços e você tem um canal praticamente aberto para códigos malicioso e roubo de dados.

Geralmente, a aposta é feita na ingenuidade do público, que acaba deixando informações pessoais, senhas e números de conta para participar de supostos prêmios, concursos e pesquisas que além de não renderem o prometido ainda dão uma bela dor de cabeça. A BBC espanhola fez um apanhado com os quatro tipos de fraude mais comuns encontradas atualmente na internet e passou algumas sugestões de como evitar ter que formatar o PC ou perder dinheiro com essas invasões. Confira abaixo:

1. Desconto? Cupons podem não ser o que prometem

Não é raro que algumas pessoas recebam regularmente em sua Caixa de Entrada emails oferecendo cupons de desconto de até US$ 500. O que é necessário fazer para utilizar essa redução de preço significativa? Responder um questionário, compartilhar o resultado e oferecer alguns dados como nome, endereço e telefone.

Pode parecer um bom negócio, mas o Kapersky Lab avisa que não é bem assim. Os hackers se apoiam em nomes de grandes empresas para fazer as tais pesquisas e criam até sites falsos para dar a impressão de segurança ao internauta, mas, no fim, o cupom nunca chega ao usuário e o que sobra é uma surpresa nada agradável na fatura do cartão de crédito.

2. Phishing: cuidado com seu usuário e senha

Lembra daquele email antigo com um ZIP com nome aleatório e frases como “as fotos da festa ficaram ótimas!”? Pois é, o golpe evoluiu e agora aparece nas suas notificações nas redes sociais, com a mensagem de que alguém publicou uma foto com você. Ao clicar no link, o usuário é redirecionado à página inicial do serviço e precisa fazer login para prosseguir. Claro que, apesar de ter a mesma cara do site original, o portal é falso e manda seus dados de conta diretamente para hackers.

3. Golpe no WhatsApp

Aplicativo preferido de quem não perde a oportunidade de bater papo através do celular e de participar de grupos com amigos, o popular WhatsApp também tem atraído os olhares dos criminosos virtuais. O golpe da vez envolve um email supostamente enviado pela própria desenvolvedora do app dizendo que algum de seus contatos deixou uma mensagem de voz para você.

Claro que um link bem suspeito se prontifica a facilitar o acesso rápido ao áudio, mas, como não poderia deixar de ser, tudo não passa de fraude, já que a URL direciona a um malware que se instala no computador do internauta assim que é aberto no navegador. Usuários mais atentos podem verificar que o WhatsApp avisa em sua página oficial que não envia mensagens ou emails para seus clientes – a não ser em casos de suporte requisitados pelo próprio internauta.

4. Desconfie de encomendas não solicitadas

Nada como receber uma encomenda surpresa em casa, não é? O problema é que, mais uma vez, o barato pode sair caro. Agindo de forma similar ao golpe dos cupons de desconto, esse tipo de fraude se vale da ingenuidade do usuário para se proliferar e infectar PCs por toda a web. Um email enviado por uma empresa fictícia de encomendas avisa que há um envio em seu nome pronto para ser despachado. Além de poder pedir dados do “cliente”, a mensagem pode trazer ainda um malware anexado na forma de uma notificação aparentemente segura.

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Como dá para ver, grande parte dos golpes pode ser evitado com um pouco de precaução e cautela na hora de acessar links ou participar de “promoções” muito tentadoras. Tanto o Kapersky Lab como a Norton – divisão da Symantec especializada em antivírus – aconselham exatamente desconfiar desse tipo de atividade na internet e, claro, tomar o máximo de cuidado com seus dados pessoais.

No caso de concursos ou pesquisas envolvendo grandes nomes do mercado, o melhor a se fazer é ir até o site oficial das empresas ou visitar sua página nas redes sociais para garantir que a brincadeira seja real. Conferir a URL antes de clicar – passando o mouse por cima do link e conferindo tudo na barra de notificações do navegador – também ajuda a evitar problemas, já que a ação permite ver se o endereço é real ou se direciona para outros sites.

Por fim, os especialistas recomendam evitar ao máximo incluir muitas informações pessoais em seus perfis de Facebook, Twitter, Instagram e outros serviços similares. O aviso é importante porque, no caso de roubarem sua conta, os hackers podem ter acesso fácil a esse tipo de dados e utilizarem eles para levar à frente golpes mais avançados em seu nome. E aí, pronto para ficar mais atento na hora de navegar? Não esqueça de passar o link da matéria para quem vive pedindo para você arrumar o PC deles – garantimos que essa URL é segura.

Dicas para navegação ensinar a evitar alguns dos principais golpes da internet. Comente sobre o tema no Fórum do TecMundo!

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