A ida do ser humano à Marte passa uma série de desafios — e um deles é a viagem em si, que dura 18 meses, pode ser prejudicial à saúde dos astronautas e possivelmente não inclui passagem de volta por falta de combustível. Porém, a Rússia está disposta a eliminar todos esses pontos negativos em um futuro próximo.

A empresa estatal de energia nuclear Rosatom anunciou na última semana o plano de construir um motor nuclear que facilitaria a viagem ao Planeta Vermelho, inclusive encurtando o tempo de voo para somente um mês e meio.

A companhia não entrou em detalhes sobre o procedimento a ser adotado, mas tudo indica que se trata de fissão termonuclear. Nesse caso, é "só" dividir átomos para gerar calor, que será usado para queimar o combustível e direcionar o foguete.

O sonho vermelho

Na corrida espacial da Guerra Fria, a Rússia demonstrou muita destreza em engenharia, conseguindo soluções práticas mesmo quando usava gambiarras. Desta vez, o complicado seria o design da nave, que teria que ser pensado por último e ser capaz de "encaixar" de forma funcional no motor. Além disso, sistemas nucleares para naves espaciais só foram testados até agora em satélites orbitais leves, não foguetes tripulados para viagens interplanetárias.

O projeto atualmente conta com US$ 700 milhões de orçamento, sem incluir o lançamento — um valor mínimo para programas espaciais. A ideia é que, com o anúncio publicizado, investidores surjam com mais cifras. Verbas adicionais. A ideia é que o plano seja colocado em prática em 2025, mas a atual situação financeira dos russos (e não a tecnologia, que é bastante possível) pode fazer com que ele seja adiado.

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