Após um abaixo-assinado na internet acumular mais de 27 mil nomes, a empresa responsável pelo aplicativo Easy Taxi informou que tem planos de inserir novos recursos em seu programa para impedir que mulheres sofram assédio de taxistas por telefone. As mudanças incluem um email temporário que retira os dados telefônicos das usuárias e uma atualização futura que vai criar um sistema de comunicação mais seguro entre clientes e profissionais.

Hoje, os taxistas que prestam serviços por meio do app podem acessar livremente informações como nome, endereço de origem dos usuários e seu número do celular – informação que era usada por motoristas mais abusados para assediar passageiras por meio de mensagens de SMS e mensageiros como o WhatsApp.

Tentando evitar esse tipo de risco para as mulheres, a analista de sustentabilidade Ana Clara Leite criou a petição. “Eu e outra mulheres ficaríamos mais seguras em não dar o número de telefone em certas situações e fornecer só o primeiro nome e o endereço – evitaria o risco de receber mensagens e ligações invasivas”, diz ela no texto do abaixo-assinado.

Resposta positiva

Em resposta à repercussão da petição, a companhia responsável pelo Easy Taxi respondeu afirmando que já está trabalhando em uma solução definitiva para garantir a comunicação entre passageiros e taxistas sem fornecer ou armazenar os números um do outro. A ideia é implantar no aplicativo um sistema VOIP, que deve estar pronto em 2 ou 3 meses e permitirá fazer ligações pela internet de forma similar à utilizada por programas como o Skype.

“Enquanto isso, já temos uma solução temporária para que nossos passageiros possam escolher se querem ou não ter seu número revelado ao taxista, basta mandar um email para telefone@easytaxi.com.br e solicitar a retirada de seu número do app. Enviamos uma mensagem de confirmação em seguida”, respondeu a empresa.

Para Leite, a medida é um passo importante para dar mais segurança às mulheres, mas há ainda outras questões que precisam ser resolvidas. Segundo ela, ainda é necessário encontrar formas de “combater o assédio durante a corrida de táxi e em outros momentos no dia a dia que afetam todas nós. Espero que nossa vitória sirva de exemplo para que outras empresas adotem medidas para prevenir a violência e o assédio contra mulheres e punir quem faz isso”.

Entrando na onda

Aqui no Brasil, os responsáveis pelo aplicativo WayTaxi já colocaram no programa ferramentas que ajudam a impedir o uso indevido do app tanto por parte dos taxistas quanto dos potenciais clientes – saiba mais neste link. Enquanto isso, o Uber vem implantando na Índia um sistema de SOS que permite ligar para a polícia durante a corrida, o que pode ser implantado em outras partes do mundo posteriormente – confira mais informações clicando aqui.

De acordo com informações levantadas pelo G1, a empresa do aplicativo 99taxis confirmou que também tem planos de implementar recursos parecidos de ocultamento de informações pessoais dos passageiros na próxima versão do app, prevista para abril. Um sistema de comunicação direta pelo programa sem a necessidade de exibição de números deve ser adicionado em uma atualização futura.

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