John McAfee, o polêmico milionário que já atestou a morte dos antivírus, anunciou sua candidatura à presidência dos EUA em setembro do ano passado. E sua aposta é clara: de acordo com o figurão, a terra do Tio Sam está enfrentando ciberataques; nada mais lógico, portanto, que investir em uma campanha focada no aprimoramento de políticas de segurança online.

Em entrevista ao Engadget durante a CES 2016, o excêntrico expert em softwares não apenas mencionou a má e vulnerável fase pela qual passa o setor de segurança dos EUA, mas também revelou detalhes quanto a seu mais novo acessório de proteção à privacidade.

Sob o nome de EveryKey, o gadget é uma chave-mestra capaz de destravar vários dispositivos através de um sinal Bluetooth, o que dispensa a memorização de senhas para cada tipo de serviço conectado. O diferencial do aparelho está no fato de que até mesmo máquinas conectadas à Internet das Coisas (IoT) podem ser controladas – portas de carros e de casas, por exemplo, podem ser abertas a partir da simples aproximação da EveryKey.

Mas a startup responsável pelo acessório tem ainda de trabalhar em uma solução a um problema trivial apresentado pela chave eletrônica: em caso de perda, o “congelamento” da EveryKey pode até ser feito via email. Acontece, porém, que se um usuário mal-intencionado roubar a chave, os aparelhos conectados, como celular ou computador, podem ser destravados. Uma das saídas seria o desenvolvimento de um mecanismo biométrico, como leitor de digitais ou de íris. Esse processo, contudo, exigiria a reformulação completa do hardware.

Guerra cibernética

“Estamos enfrentando uma guerra cibernética. O poder das redes [de proteção] da América tem 50 anos e está envelhecendo. A tecnologia e os computadores que executam e que permitem acesso à eletricidade em todo o país são completamente abertos e vulneráveis a um usuário de 13 anos que desejar hackear [a rede] a partir de qualquer lugar do mundo”, enfatizou McAfee.

Para o programador, o maior problema dos EUA hoje está relacionado à tecnologia. “Estamos há décadas de distância dos chineses e russos no que diz respeito ‘a softwares como armas”. McAfee se refere ao uso de programas tanto como mecanismos de defesa quanto como ferramentas de intimidação. “Temos que poder dizer: ‘olhe, se vocês apertarem um botão, nós vamos também apertar um botão”.

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