(Fonte da imagem: Divulgação/AMD)

Os nomes Athlon e Sempron foram utilizados pela AMD até pouco tempo atrás para batizar seus processadores. O primeiro identificava os modelos mais poderosos, já o segundo modelos mais simples e acessíveis.

A chegada das APUs mudou um pouco o modo como a empresa vende os seus processadores. Os novos chips chegaram com uma nomenclatura diferenciada, deixando os nomes Athlon e Sempron de lado.

Contudo, agora a AMD decidiu voltar atrás e está apresentando quatro novos processadores para a novíssima plataforma AM1, que a AMD apresentou para a imprensa latino-americana na última semana, na sua sede em Austin, no Texas.

Veja quais são os novos processadores:

(Fonte da imagem: Divulgação/AMD)

Plataforma AM1

A nova plataforma AM1 será baseada na arquitetura Kabini, que trazia processadores integrados. A diferença, aqui, é que as CPUs serão conectadas através de soquetes e poderão ser atualizáveis, ou seja, não serão soldadas nas placas.

Outra característica é ausência completa de um chipset nas placas-mãe Kabini, o que faz sentido, já que os novos processadores são SoCs (System on a Chip – Sistema em um Chip).

Isso significa que os processadores serão responsáveis por gerenciar todos os recursos do computador, incluindo processamento, gráficos, conexões, entradas e saídas de dados. A AMD optou por essa alternativa para baratear o custo das placas-mãe AM1, que devem ficar entre 25 e 35 dólares.

Os processadores Kabini terão a seguinte característica:

  • Controlador de memória DDR3-1600;
  • Até 4 núcleos Jaguar x86;
  • Arquitetura Graphics Core Next (GCN);
  • 2 x SATA 6 Gbps, 2 x USB 3.0, 8 x USB 2.0, DP, HDMI, VGA.

Esse é o primeiro “sistema em soquete” da AMD. A principal diferença dos SoCs tradicionais é que esses chips podem ser substituídos por novas versões, enquanto os SoCs são soldados nas placas-mãe.

(Fonte da imagem: Divulgação/AMD)

O consumo energético desses novos processadores é baixo, sendo de apenas 25 W. Se considerarmos todo o sistema, é possível ficar facilmente abaixo dos 100 W. Outra vantagem é que esses chips precisam de um sistema bastante simples de refrigeração para se manterem estáveis.

A AMD exibiu isso em seu laboratório de testes: a equipe montou uma plataforma AM1 dentro de uma caixa de papel para demonstrar como o sistema não aquece e permanece estável mesmo em ambientes compactos.

Os novos processadores

As novas APUs da AMD são baseadas na arquitetura Kabini e trazem de dois a quatro núcleos Steamroller em seu interior para a aceleração de aplicações variadas e até quatro núcleos Jaguar para a aceleração de gráficos. Isso significa que esses processadores possuem 128 núcleos GCN cada.

A ideia da AMD é fazer frente aos processadores Intel da linha Bay Trail, mas oferecer recursos que a concorrente não pode fornecer, como mais portas USB 3.0, memória mais rápida e uma maior compatibilidade com sistemas operacionais, incluindo versões 32 bits.

Além de tudo, mesmo sendo chips de baixo custo, os novos processadores também carregam a arquitetura GCN em seu interior, através do acelerador Radeon R3 Graphics.

(Fonte da imagem: Divulgação/AMD)

Segundo a AMD, cerca de 90% dos computadores atuais já utilizam APUs, e esse número não para de aumentar. Isso pode ser explicado porque grande parte dos aplicativos atuais trabalha com aceleração gráfica via hardware, e é aí que entram os núcleos gráficos dos processadores.

A AMD também apresentou uma interessante curiosidade sobre os núcleos das APUs: 4 núcleos núcleos Jaguar podem ocupar o mesmo espaço físico que uma única unidade dual-core Steamroller. São componentes diferentes para mercados e aplicativos diferentes, mas tudo dentro do mesmo chip.

A AMD garante que investir em seus novos processadores é mais inteligente que adquirir os produtos da concorrência, principalmente pelo custo. De acordo com os testes mostrados durante a apresentação, um único processador Athlon 5350 é mais eficiente que um processador Intel equivalente com uma placa de vídeo externa NVIDIA.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

Recursos exclusivos

Os novos Athlon e Sempron também trazem recursos interessantes para a reprodução de vídeo. Veja quais são os principais:

  • Contraste dinâmico: melhora o contraste em imagens e vídeos exibidos em tempo real na tela, restaurando a qualidade original das cores que podem ter sido perdidas na hora da conversão;
  • Edge Enhancement: esse recurso devolve a nitidez de vídeos comprimidos;
  • Redução de ruídos: remove grande parte dos ruídos que podem atrapalhar a visualização de determinados vídeos,
  • De-Contouring: remove artefatos decorrentes da compressão de vídeo, geralmente encontrados em cores gradientes;
  • Steady Vídeo: remove automaticamente casuais tremidas durante as filmagens;
  • Super Scaling: faz com que vídeos em baixa definição possam ser exibidos em alta definição com imagens mais nítidas;
  • Fleshtone Correction: diminui o “estouro” de cores que podem ocorrer em determinados vídeos comprimidos.

(Fonte da imagem: Divulgação/AMD)

Desempenho e economia

Em questão de preço, os novos processadores da AMD não prometem decepcionar: o modelo mais poderoso, o Athlon 5350, deve chegar ao mercado custando US$ 59 (R$ 129). Já o Athlon 5150 custará US$ 49 (R$ 107). Enquanto isso, o Sempron 3850 custará US$ 39 (R$ 85). O último modelo, o Sempron 2650, deve sair por US$ 35 (R$ 77).

Nós já estamos com um processador Athlon 5350 em mãos e, em breve, teremos a análise completa do modelo para saber exatamente do que ele é capaz. Fique ligado no Tecmundo.

O Tecmundo viajou a Austin a convite da AMD.

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