Desktops “all-in-one” estão de volta

Inovador no início dos anos 90, os modelos tudo em um voltam a ganhar força e estão voltando com tudo para as lojas. Vale a pena ter um desses?
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Por Wikerson Landim em 19 de Agosto de 2009

Design moderno, leveza e menos fios sobre a mesa. Definitivamente os modelos de desktop “all-in-one” estão de volta e cada vez mais alimentam os sonhos de consumos dos usuários. Mas vale a pena colocar um desses na sua mesa?

Para analisar essa questão é preciso conhecer um pouco da origem desse conceito e ver como foi a sua evolução ao longo dos anos. Além disso, o seu perfil de usuário é que vai determinar se essa é ou não uma boa opção de investimento.

Mas o que são computadores “all-in-one”?

Os desktops “all-in-one”, ou tudo em um, como também são conhecidos no Brasil nada mais são do que aqueles modelos desktop que dispensam gabinete, trazendo todos os seus componentes junto ao monitor.

Em geral, esses produtos primam pelo design mais arrojado e apostam no conforto e no aspecto estético da área do trabalho do usuário, que se vê livre de fios e ganha mais espaço graças a ausência do gabinete.

Modelo de iMac


Embora em alta no mercado, modelos como esse não são exatamente uma novidade. Pelo contrário. Já no final da década de 90 a Apple colocava no mercado uma linha que viria a se tornar um sucesso entre os amantes dos produtos da empresa de Steve Jobs: o iMac.

O conceito "all-in-one" não se limitava a partes técnicas, mas também aos aspectos visuais. Feitos com um plástico colorido translúcido, num tom de azul petróleo, e com um formato ovalado em torno de um monitor de 15 polegadas, o produto teve grande impacto junto ao público e se tornou um sucesso de vendas.

Embora bem-sucedidos, as demais empresas não apostaram tanto assim nesse conceito. Tanto é que durante anos foram poucos os modelos lançados e, menor ainda o número de produtos que chegaram a ser top de linha em termos de vendas.

O retorno

A volta deles começou em 2006, mais uma vez coincidindo com o lançamento de novos produtos da Apple, que passou a utilizar processadores Intel Core Duo em suas máquinas.

Diferente das configurações anteriores, os novos modelos “all-in-one” podem jogar de igual pra igual com os melhores desktops do mercado. Suas configurações não deixam em nada a desejar e, duráveis, podem agüentar longos anos sem que o usuário precise se preocupar. 

A prova disso? Separamos alguns dos principais modelos vendidos no mercado brasileiro para você compreender o que estamos falando. Veja como suas configurações estão no mesmo nível dos tradicionais desktops.

 

Sony Vaio VGC-JS170AE

Equipado com um processador Intel Core 2 Duo E7200, 4GB de memória RAM e disco rígido de 320GB, o modelo apresenta uma tela de LCD de 20,1 polegadas. Drive leitor e gravador de CD e DVD. Com Windows Vista Home Premium instalado.
Preço: R$ 4.999,00

Sony Vaio VGC-JS

IMac Core 2 Duo 3.06 GHz

Equipado com um processador Intel Core 2 Duo 3.06 GHz, 4GB de memória RAM e disco rígido de 1TB, o modelo apresenta uma tela de LCD de 24 polegadas. Com Mac OS X v10.5 Leopard instalado.
Preço: R$ 8.199,00


Mac Core 2 Duo


Semp Toshiba Media PC All in One

Equipado com processador Core 2 Duo E4700 2.6 GHz, 3GB de memória RAM e disco rígido de 320 GB, o modelo apresenta uma tela de LCD de 22 polegadas. Com Windows Vista Home Basic instalado.
Preço: R$ 3.999,00

Semp Toshiba Media All in One


Nem tudo são vantagens

Como você pode ver pelas configurações os “tudo-em-um” não deixam nada a desejar. No entanto há dois quesitos que ainda fazem diferença na hora da aquisição dos produtos e, infelizmente, tem peso negativo contra eles.

O primeiro deles é o preço. Um desktop padrão com uma configuração idêntica a do Semp Toshiba Media PC, por exemplo, pode ser encontrado por um valor médio 30% menor do que a versão “all-in-one”.

Embora muitas vezes esses produtos tenham design diferenciado, o que em teses justificaria parte da diferença do preço, se o usuário procura um PC com uma configuração interessante para trabalho acabará pagando um valor maior e levando um equipamento inferior ao que poderia ter com o mesmo valor caso optasse por um desktop.

Outra desvantagem para o usuário pode ser sentida a longo prazo, em especial na hora de fazer um upgrade e atualizar alguns componentes. Certos modelos são limitados e não permitem grandes expansões.

Por isso, é importante levar em consideração o seu perfil de usuário. Se você procura uma máquina robusta, com excelente desempenho, e costuma fazer você mesmo seus upgrades um desktop padrão será uma opção mais interessante. Agora se o design e um bom nível de qualidade já são suficientes para você, um "all-in-one" pode epefeitamente resolver o problema.

 

 



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