O novo relatório de combate à pirataria divulgado pela Google deve ajudar a reacender o conflito entre a empresa e a indústria da música. No documento, a companhia relata como soluções como o Content ID a ajudaram a pagar mais de US$ 2 bilhões (R$ 6,59 bilhões) para detentores de direitos autorais, como gravadoras e estúdios de cinema.

A ferramenta funciona como uma espécie de “scan automático” que entra em ação quando algum conteúdo é publicado no site de vídeos. Ao identificar a presença de conteúdos protegidos por direitos autorais, o YouTube dá a seus donos o direito de tentar remover, bloquear ou lucrar com o conteúdo em questão.

Em seu relatório, a Google afirma que em mais de 90% dos casos os mais de 8 mil donos de direitos cadastrados optam por gerar dinheiro com esses conteúdos, sendo que 50% do lucro da indústria da música gerado pelo YouTube é decorrente do método. Apesar de a soma divulgada pela empresa ser alta, muitas gravadoras argumentam que ela não é suficiente e que o funcionamento do Content ID não é eficiente.

Problemas e críticas

50% do lucro da indústria da música gerado pelo YouTube é decorrente do método

O sistema da empresa ganhou destaque recentemente graças a produtores de conteúdo protegido pelo sistema de “fair use”, que permite utilizar parte de uma obra na concepção de outra com intuito diferente. Os principais afetados por isso têm sido os criadores de vídeos que exibem o gameplay de jogos eletrônicos ou que decidem fazer versões próprias de músicas ou usar samples de alguns trechos protegidos.

A Google afirma já ter investido mais de US$ 60 milhões em melhorias para o Content ID desde que o sistema entrou em ação. No entanto, isso não parece ser o suficiente para as gravadoras — recentemente, o chefe da Associação da Indústria das Gravadoras dos Estados Unidos, Cary Sherman, afirmou que os termos de proteção usados atualmente são antiquados e impedem que artistas e gravadoras sejam recompensados adequadamente.

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