O CEO da Xiaomi, Lei Jun, publicou uma carta aberta aos funcionários, colaboradores e fãs da empresa no Facebook. O recado de Ano-Novo foi recheado de otimismo com um resumo do que aconteceu e com as perspectivas para 2017, mas alguns pontos em específico chamaram a atenção.

Em resumo, ele falou que a companhia cresceu exageradamente e agora precisa repensar alguma coisa para não sofrer uma queda brusca. "Nos primeiros anos, nós nos esforçamos rápido demais. Criamos um milagre, mas isso também nos tirou crescimento de longo prazo. Então, temos que desacelerar, melhorar em algumas áreas e garantir desenvolvimento sustentável para o futuro", explica.

E a situação não deve mesmo ter sido a ideal: a companhia costuma divulgar todos os anos quantos smartphones vendeu mundialmente, mas desta vez deixou o dado em segredo. Segundo Jun, em 2016 a Xiaomi pisou no freio para "fazer ajustes essenciais no setor de negócios" para que consiga "ir além". E, apesar de várias vitórias em diversos setores, o executivo afirma que "tempos difíceis estão por vir".

Criamos um milagre, mas isso também nos tirou crescimento de longo prazo

Algo parecido tem acontecido com a LeEco, também responsável pela fabricante de carros Faraday Future: ela cresceu tão rápido que precisou fazer cortes e quase entrou em uma crise sem volta.

O que está por vir?

De acordo com o CEO, a Xiaomi vai expandir o comércio em lojas físicas, especialmente na China. Atualmente, ela vive mais de vendas online, mas o mercado local de e-commerce responde apenas por 20% das vendas do varejo no país. A marca também sofreu com a falta de estoque de alguns de seus produtos e isso não deve mais acontecer. Vale lembrar que a empresa estreou este ano na CES 2017 e prometeu eletrônicos de diversos setores para o Ocidente.

Especulando, pode-se dizer que a própria vinda ao Brasil foi um dos passos que indicam que a Xiaomi cresceu rápido demais — tanto que a empresa abandonou as operações no país, depois de poucos produtos lançados e atual falta de representação oficial. Para conferir a carta completa em inglês, é só clicar aqui.

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