Aqui no Brasil, a Xiaomi é conhecida por seus produtos do estilo “bom, bonito e barato”, com smartphones, powerbanks, pulseiras inteligentes e fones de ouvido que pesam pouco no bolso, mas não deixam a qualidade de lado. Lá fora, porém, a gigante chinesa é muito mais que isso, se embrenhando em diversos setores da tecnologia, incluindo – claro – o das Smart TVs. Agora, a “Apple chinesa” acaba de revelar seu mais novo lançamento nesse mercado, a Mi TV 3S, com uma vistosa tela de 65 polegadas superfina.

Durante sua apresentação em um evento realizado em Pequim na última quarta-feira (23), a companhia anunciou esse modelo, que é o sucessor da relativamente recente Mi TV 3 – que chegou ao mercado em outubro do ano passado. Assim como sua irmã mais velha, a nova TV inteligente da marca roda em cima do sistema Android – com as modificações da MIUI – e reproduz imagens na resolução 4K, com toda essa abundância de detalhes distribuída em um display curvo fabricado pela Samsung e ostentando apenas 5,9 milímetros de espessura.

Ainda que essa marca não chegue a ser tão reduzida quanto a alcançada pela Sony em um de seus produtos – também rodando a plataforma da Google –, é algo fino o suficiente para ganhar de boa parte dos smartphones do mercado. Claro que, para que a Xiaomi conseguisse atingir esse número mágico, foi preciso recorrer mais uma vez ao acessório Mi TV Bar, que condensa todas as funções smart fora do equipamento principal.

Além de trazer um belo hardware dentro de sua carcaça, com direito a processador top de linha Mstar, 2 GB de memória RAM e 8 GB de armazenamento, a peça atua como uma soundbar convencional, trazendo seis alto-falantes para tornar a experiência de áudio da TV ainda mais aprimorada. O melhor de tudo é que, pelo menos lá na China, o pacote completo tem um preço bastante convidativo para quem quer um televisor de ponta: 9 mil yuans (pouco mais de R$ 5 mil, em conversão direta).

Especificações técnicas

  • Tela: 65 polegadas curva com tecnologia Samsung, 176 graus de ângulo de visão, tempo de resposta de 8 ms e contraste de 4000:1
  • Resolução: Ultra HD/4K (3840x2160 pixels)
  • Processador: MStar 6A928 Cortex-A17 quad-core de 1,4 GHz 
  • GPU: Mali-760 MP4
  • Memória: 2 GB DDR3 RAM
  • Armazenamento: 8GB de memória interna
  • Conectividade: WiFi 802.11 ac, Dual-band 2,4 e 5GHz, Bluetooth 4.1 LE, 3x HDMI 2.0, VGA, AV, TV analógica, USB 2.0, USB 3.0 e conexão ethernet
  • Recursos: H.265 4K a 60 fps, H.263 1080P a 30 fps, MPEG 1/ 2/4 1080P a 30 fps, VP8 1080P a 30 fps, REAL7/8/9 1080P a 30 fps e MJPEG 1080P a 30 fps
  • Áudio: suporte a Dolby Audio, Virtual Surround Sound e Bass Boost

Barato, mas só lá fora

Para acompanhar esse destaque da vez na sua linha de TVs 4K, a Xiaomi também anunciou uma versão mais simples do aparelho, substituindo o tamanho e a curvatura do display por uma tela flat de 43 polegadas com um valor ainda mais impressionante em sua etiqueta: somente 1,8 mil yuans (R$ 1 mil). No entanto, assim como acontece com tantas outras famílias de produtos do acervo da companhia, esses itens só estão programados para serem comercializados na China.

Ainda que as televisões 4K estejam cada vez mais acessíveis, [...] é preciso abdicar de coisas como portas HDMI extras, taxas de atualização mais agressivas ou mesmo qualidade de imagem para conseguir manter tudo dentro do orçamento

Essa e outras notícias a respeito do mercado internacional de TVs mostram que o Brasil ainda está engatinhando nessa área. Isso porque, embora as televisões 4K estejam cada vez mais acessíveis, especialmente em promoções de grandes sites de e-commerce, é preciso abdicar de coisas como portas HDMI extras, taxas de atualização mais agressivas ou mesmo qualidade de imagem para conseguir manter tudo dentro do orçamento. Modelos mais robustos como esses da Xiaomi, quando aparecem por aqui, ainda costumam custar uma grana alta.

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