Se você, caro leitor, mora em território britânico e é fã de apps de mensagens como WhatsApp, SnapChat ou mesmo o iMessage, é melhor começar a se preocupar: o Primeiro-Ministro David Cameron disse que pretende dar um fim a esses serviços e baní-los por completo do país. Ou quase isso.

Uma decisão como essas não vem sem motivos, é claro. A postura de Cameron surgiu devido ao atentado em Paris contra o jornal Charlie Hebdo. “Nós vamos permitir meios de comunicação que simplesmente não são possíveis de ler?”, comentou ele, segundo o The New York Times, em menção aos aplicativos e seus sistemas de comunicação encriptada. “Minha resposta para essa pergunta é: ‘Não, nós não devemos’.”, continuou.

Assim, Cameron (que já é conhecido por sua posição radical quanto à internet) afirmou que, se um aplicativo desejar continuar existindo, será necessário que os serviços de inteligência britânicos tenham acesso aos dados do aplicativo. Em resumo, a escolha será dar adeus à privacidade ao usar esses serviços ou perder acesso a eles por completo.

Aos olhos do Primeiro-Ministro, porém, isso é necessário para proteger o país de ataques terroristas. “Os ataques em Paris demonstraram a escala da ameaça que nós enfrentamos e da necessidade de termos poderes robustos através de nossas agências de inteligência e segurança para manter nosso povo seguro,” disse Cameron.

Seguros, por enquanto

Mesmo se o pior vier mesmo a ocorrer e os serviços tiverem de ceder seus dados, avisamos que ao menos isso não deve ocorrer em breve: no mais cedo, as novas regras entrariam em vigor em 2016. Além disso, não se sabe como o governo faria para realmente bloquear o uso do serviço – afinal, banir um app do Google Play ou da App Store não quer dizer que é impossível baixá-lo por outros meios.

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