Na última quinta-feira (22), o Instituto Brasileiro de Defesa ao Consumidor (Idec) divulgou o resultado de uma enquete, realizada de 8 a 21 de setembro, sobre os novos termos de uso do WhatsApp. O questionário visou identificar a percepção que os usuários têm sobre a nova política do aplicativo, que se iniciará a partir do próximo domingo (2).

No total, 2.463 pessoas responderam a enquete. Para 63% delas, os termos de uso parecem injustos, pois não é possível escolher quais informações devem ser compartilhadas com o Facebook; além disso, este grupo revelou desconfiar da criptografia que o app oferece. Outros 48% acreditam que o WhatsApp compartilharia as informações das conversas com outras empresas, e 27% consideraram os termos um pouco confusos, já que a empresa não explicou devidamente o que será compartilhado com o Facebook.

O relatório, por fim, traz recomendações para empresas privadas de tecnologia do Brasil. O Idec defende que o inquérito civil não está fazendo as devidas fiscalizações sobre a violação de direitos do coletivo e a cooperação, por parte da Secretaria Nacional do Consumidor, com as autoridades que garantem a proteção dos dados pessoais de países estrangeiros.

Confira o relatório completo aqui.

[Atualização 28/09 - Pronunciamento do WhatsApp]

"Forte segurança é uma das razões pelas quais mais de 100 milhões de pessoas no Brasil escolhem o WhatsApp para se comunicar com amigos e familiares, e também para fazer negócios. A criptografia ponta a ponta do WhatsApp significa que ninguém - nem o Facebook, ou mesmo o WhatsApp - pode acessar suas mensagens. E isso não muda com a nossa atualização de política recente. Conduzimos o processo de atualização da política de forma transparente e deixamos os novos termos acessíveis a todos (no aplicativo e em nosso site), além de termos explicado as principais mudanças publicamente e dado poder às pessoas para tomarem a decisão que é melhor para elas."

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