Imagem de Fat Princess: Fistful of Cake
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Fat Princess: Fistful of Cake

Divertido, mas ainda assim um port

Tudo bem. Fistful of Cake é Fat Princess para portátil, e certamente qualquer análise deveria levar em conta isso. Entretanto, assim como ocorre com cada jogo grande que encontra seu caminho até algum console menor, é impossível deixar de traçar certos paralelos entre as versões. Afinal de contas, se a proposta é a mesma, a diversão deveria ser, pelo menos, bem parecida, não?

Mas esse não é exatamente o caso. Sim, Fistful of Cake é divertido, e certamente faz jus ao clima de estratégia caótica do original para PS3. Ainda existem dois times, cada um disposto, entre outros objetivos, a resgatar a própria princesa e, simultaneamente, a entupir as artérias da princesa do inimigo — a fim de tornar particularmente árdua a tarefa de resgatar a nobre rotunda dos calabouços.

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Também permanece, intactas, as possibilidades estratégicas baseadas nas cinco classes disponíveis no jogo: trabalhador, guerreiro, mago, arqueiro e clérigo. Você permanece como um aldeão “genérico” no cenário até que encontre uma maquina de chapéus apropriada, o que vai conferir, instantaneamente, uma profissão ao seu personagem — quase como alguns cursos superiores que se vê Brasil afora.

O problema é que muita coisa acabou se perdendo durante a transição. E o exemplo mais evidente é a ausência de um chat por voz. Parece pouca coisa? Então experimente coordenar os ataques nos modos online sem qualquer tipo de comunicação. É claro que ainda é possível jogar ad-hoc, mas digamos que a possibilidade de se encontrar outros 7 jogadores, todos com PSP e Fistful of Cake instalado, é uma tarefa um tanto árdua.

Fat Princess: Fistful of Cake não é um jogo ruim. Sequer é um “port” ruim. O problema é que também não vai muito além disso: um “port”. Boa parte do que tornava o jogo original para PS3 tremendamente divertido e viciante aparece aqui minguado, ou simplesmente não aparece.

Entretanto, vale aqui, é claro, guardar as devidas proporções. Trata-se de um jogo para portátil, e certamente faz um bom trabalho enquanto tal — quer dizer, detonar inimigos (mesmo que “bots”) a caminho do trabalho ou em um fim de semana com parentes distantes ainda é uma boa. Mas é de se perguntar por que, afinal, fatores centrais como o chat por voz e o multiplayer para 16 jogadores acabaram ficando de fora.