Xbox mudou o jeito de fazer certas coisas após caso da Activision

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O chefe da divisão Xbox, Phil Spencer, afirmou em recente entrevista ao New York Times que as a acusações de assédio e abuso sexual da Activision Blizzard mudaram a forma que a divisão de games da Microsoft faz certas coisas, porém afirmou que não é trabalho deles punir outras companhias.

Spencer, que enviou um email interno quando o assunto veio a tona dizendo que iria "avaliar todos os aspectos da parceria com a empresa acusada", afirmou que um ambiente tóxico como o descrito pelas vítimas é "triste e doentio" e aproveitou para lembrar de um caso que ocorreu com a própria Xbox em 2016, quando mulheres seminuas foram contratadas para se apresentarem em uma festa do Game Developers Conference, e como a forma com que tudo foi lidado melhorou a cultura da empresa.

Phil Spencer enviou uma carta aberta reprovando o evento conhecido como "GDC dance party moment”.Phil Spencer enviou uma carta aberta reprovando o evento conhecido como "GDC dance party moment”.Fonte:  Xbox/Reprodução 

Quando perguntado sobre como lidar com situações desse tipo na indústria dos games, ele afirmou que o primeiro passo é todos sentirem que podem denunciar quando coisas erradas ocorrerem. "Ter uma linha aberta de comunicação na qual as pessoas podem falar sobre suas experiências dentro da equipe é crucial."

Ainda assim, Spencer afirmou que não é seu trabalho punir empresas como a Activision Blizzard, mas sim ajudar no que for preciso e compartilhar experiências que melhorem a cultura interna das marcas parceiras da Xbox.

Os casos de abuso

Em 2021, a Activision Blizzard foi processada pelo Departamento de Justiça do Trabalho e Moradia da Califórnia após denuncias de ex-funcionários em relação à cultura de sexismo e assédios constantes. Quanto mais era investigado, pior a situação ficava para a empresa: além de ser acusada de destruir provas e coagir testemunhas relacionadas ao caso, o CEO Bobby Kotick sabia dos casos e era um dos responsáveis pelos assédios, segundo uma reportagem do Wall Street Journal.

A situação foi extremamente mal vista dentro da indústria, recebendo críticas de empresas como PlayStation, Xbox e Nintendo. Em dezembro, Geoff Keighley afirmou que a Activision Blizzard não faria parte do The Game Awards, cancelando eventuais anúncios que potencialmente aconteceriam durante a premiação.

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