Activision Blizzard responde sobre processo de assédio

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Imagem: Picture Alliance/Epa/M. Nelson
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A produtora e distribuidora de jogos eletrônicos norte-americana Activision Blizzard foi processada pelo Departamento de Emprego Justo e Habitação (DFEH) do estado da Califórnia. As acusações vão de assédio sexual e discriminação contra mulheres até suicídio de funcionárias.

Segundo o DFEH, as acusações não são nenhuma novidade. Em 2019, o presidente da empresa, J. Allen Brack, já havia sido alertado por uma funcionária de que algumas pessoas estavam deixando a empresa por causa de assédio moral e sexismo.

De acordo com a colaboradora, suas colegas da equipe Battle.net, o serviço online de games da empresa, eram constantemente “submetidas a comentários depreciativos”. Para não serem “canceladas” pelos grupos eminentemente masculinos, eram obrigadas a ser grandes gamers ou então participar das constantes festinhas da equipe.

No processo, o DFEH dirige uma série de acusações contra o ex-diretor de criação sênior do game World of Warcraft, Alex Afrasiabi. Conforme a agência, o diretor estava "autorizado a se envolver em assédio sexual flagrante com pouca ou nenhuma repercussão".

O que diz a Activision Blizzard?

A Activision negou as acusações. Dizendo-se inimigo da cultura machista, Brack falou que as alegações do atual processo se referem a “descrições distorcidas e, em muitos casos, falsas do passado da Blizzard”. Para ele, durante a investigação de dois anos que realizou na Blizzard, a agência teve uma conduta “vergonhosa e antiprofissional”, e jamais desenvolveu um "esforço de boa-fé" para solucionar as reclamações.

Quanto a Afrasiabi, Brack garante que estava ciente do seu comportamento, e que conversava frequentemente com ele sobre o abuso da bebida e sua postura “excessivamente amigável” com as colegas. Mas, conforme o relatório, após essas conversas, o diretor “continuou a fazer avanços indesejados em relação às funcionárias”, inclusive apalpando uma delas.

Apesar das negativas, em um memorando interno, obtido pelo repórter Jason Schreier da Bloomberg e publicado no Twitter, Brack reconhece que "as alegações e as mágoas de funcionárias atuais e ex-funcionárias são extremamente preocupantes".