Dinheiro gasto pela Google com o Stadia assustou produtores de games

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A Google lançou o Stadia em novembro de 2019 com a expectativa de revolucionar o setor de jogos eletrônicos. Mais de um ano depois, porém, o resultado dessa empreitada é um grande fracasso e uma quantia astronômica de dinheiro gasta em serviços que a essa altura não terão retorno.

Em uma reportagem na Bloomberg, o jornalista Jason Schreier revelou vários detalhes sobre os bastidores da plataforma. De acordo com ele, a gigante da internet gastou “dezenas de milhões” para receber jogos como Red Dead Redemption II.

“A quantidade de dinheiro que a Google estava disposta a gastar foi um choque para os desenvolvedores veteranos”, disse Schreier.

Apesar dos gastos, de acordo uma fonte interna, os jogadores não gostaram do modelo de negócio que exigia a compra de cada jogo em particular. O valor de até US$ 60 cobrado deixou muita gente descontente, o que gerou um efeito cascata. Esse problema afetou a meta de vendas de controles, que ficou bem abaixo do esperado.

Google Stadia

Atualmente, segundo Mat Piscatella, analista de mercado, o serviço possui menos de 80 jogos disponíveis. A matéria lembra que um dos resultados dessa derrocada foi o fechamento de vários estúdios internos que estavam desenvolvendo títulos para o Stadia.

Futuro do streaming de games

O caso Google Stadia lançou um alerta para outras companhias que estão desenvolvendo plataformas de streaming de games. A crença da dona do maior buscador do mundo em achar que poderia transformar todo um setor com uma ideia não testada foi crucial para o resultado negativo.

Phil Harrison, que estava no comando da plataforma de jogos, chegou a dizer que ela seria o “futuro dos games” e que o Stadia seria mais poderoso que o PlayStation e o Xbox.

Schreier lembra que há algum tempo a própria Google costumava testar os serviços e produtos antes de apostar dezenas de milhões de dólares neles. O caso do Gmail, que ficou em beta por 5 anos, é um exemplo da prática que a empresa já adotou por um tempo.

Essa história deverá servir para que Microsoft e Amazon, que trabalham no xCloud e Luna, respectivamente, fiquem atentos. As gigantes deverão manter as expectativas baixas e lançar as ferramentas de forma gradual, para que elas não falhem miseravelmente como a concorrente.