10 jogos que mais nos decepcionaram em 2020

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Temos plena noção de que 2020 foi um ano cheio de decepções bem sérias, mas não dá para esquecer que até a indústria de jogos fez um esforço para nos deixar mais decepcionados ainda ao longo dos meses. Seja com jogos cheios de bugs, promessas que não foram cumpridas ou remakes piores que o material original.

Para tentar rir um pouco do que nos deixou chateados esse ano, separamos alguns dos que consideramos serem os jogos que mais nos decepcionaram em 2020. A lista completa pode ser vista logo a seguir!

1. Cyberpunk 2077 nos consoles

Se vamos falar de jogos que decepcionaram em 2020, não há como começar com algo além de Cyberpunk 2077. Ele não só era um dos jogos mais aguardados do ano, como os fãs da CD Projekt Red confiaram que a empresa entregaria tudo o que prometeu sobre o jogo devido à boa reputação que ela tinha.

Embora os jogadores de PC tenham notado alguns bugs bem chatos ou certos problemas de performance, os usuários de consoles como o PS4 e Xbox One simplesmente não conseguiram jogar o título de forma estável. A maior decepção de fato se encontra nessa versão do jogo.

O problema em volta de Cyberpunk 2077 nos consoles só piora quando levamos em consideração que a CDPR não forneceu cópias dessas plataformas para análise antes de seu lançamento. Isso foi visto como uma estratégia para enganar os consumidores por muitos dos antigos fãs da empresa.

Isso levou a milhares de jogadores a pedir reembolsos, o que levou a Sony a remover o jogo totalmente da PlayStation Store por tempo indefinido. Uma situação simplesmente desagradável e sem precedentes na indústria de jogos.

A única esperança é que a CDPR realmente se esforce em entregar o jogo que prometeram em todas as plataformas que ele está disponível, já que problemas à parte, ele é realmente um jogo bem divertido. De qualquer modo, o mais difícil certamente vai ser a CD Projekt Red recuperar a confiança dos fãs.

2. Project CARS 3

A franquia Project CARS nunca foi voltada exatamente para o público mais casual, mas sim para o pessoal que ama simuladores de corrida. Esse sempre foi seu maior destaque e atrativo, já que conseguia entregar um resultado sensacional neste quesito.

Infelizmente, Project CARS 3 parece ter se esquecido disso ao tentar chamar a atenção do público que gosta de jogos mais tradicionais de corrida. Ele ficou mais genérico e no fim não agradou nem o público que queria o simulador antigo e nem o público que gosta de jogos de corrida mais casuais. Pode-se dizer que foi uma decepção dupla.

3. Mario 3D All Star Collection

Não se engane com essa escolha entre as maiores decepções do ano, afinal, nós amamos Super Mario 64, Super Mario Sunshine e Super Mario Galaxy. Não há dúvidas na indústria de que esses são alguns dos melhores games já feitos, mas isso não ajuda no caso específico dessa coleção.

As reclamações dos fãs da Nintendo quanto essa coleção são inúmeras. Além de ser um item caro, também é uma edição vendida por tempo limitado para fazer o consumidor acreditar que precisa comprar antes que acabe, conta com um jogo que poderia ser colocado na futura (e não confirmada) coleção de jogos de Nintendo 64 no Nintendo Online e ainda roda alguns de seus jogos por emulação.

Ou seja, você nem paga por uma versão remasterizada de Super Mario 64, mas sim por uma ROM emulada na All Star Collection. Embora existam pequenas mudanças nos jogos presentes na coleção, não é o suficiente para justificar tudo.

É por isso que por mais que os jogos sejam maravilhosos, não dá para simplesmente apoiar essa coleção e fingir que esses problemas não existem.

4. Battletoads

É sempre difícil trazer franquia antigas ao mundo moderno de uma maneira que faça sentido, mantenha a essência dos originais e que resulte realmente em um bom jogo. O novo Battletoads está aí para provar isso.

Essa sequência estranha do clássico jogo do Nintendinho chegou este ano no PC e no Xbox One, afinal, agora se trata de um exclusivo da Microsoft. Seu resultado é um jogo desnecessariamente complicado, cheio de mecânicas que não adicionam em muita coisa e um humor que tenta demais chamar a atenção do jogador o tempo todo.

A verdade é que o game poderia ter sido mais atrativo, especialmente se não tentasse ser tão extra em todos os seus aspectos. Uma decepção para os fãs do original que esperavam mais um jogo de plataforma direto, desafiador e sem enrolações.

5. The Outer Worlds no Switch

The Outer Worlds foi um dos melhores RPGs de 2019 para quem adora os jogos no estilo da franquia Fallout ou os games da Obsidian em geral. Infelizmente, o mesmo não pode ser dito da versão lançada para o Nintendo Switch.

O problema não é que a história do jogo magicamente piorou no console da Nintendo, mas que essa versão foi lançada com uma performance péssima, bugs, texturas borradas e cheio de problemas técnicos. Algo que não deveria acontecer quando vemos tantos jogos de grande porte funcionando bem no Switch.

Depois de uma atualização realizada em Outubro, muitos dos problemas foram corrigidos e o jogo finalmente se tornou jogável no console híbrido. Ainda assim, não deixa de perder seu lugar nas grandes decepções do ano.

6. Resident Evil 3

Depois da remasterização do remake de Resident Evil do GameCube e do remake completo de Resident Evil 2, os fãs da franquia estavam super animados para conferir a nova versão do terceiro jogo da série.

No fim, mesmo que tenha muitos pontos positivos, o remake de Resident Evil 3 parece ter decepcionado seus fãs mais do que conseguiu agradar. Sim, o visual está lindo, a performance está ótima, os monstros muito bem feitos, mas certas escolhas de design ofuscam quase tudo.

Não vamos estragar o game para quem ainda não o jogo com spoilers, mas basta saber que diversas áreas, puzzles e monstros foram simplesmente cortadas do remake. Não só isso, como alguns dos cenários que permaneceram, tiveram sua participação reduzida a quase nada. A campanha também ganhou uma forma linear que não encoraja a exploração, já que você se sente guiado o tempo todo.

Claro que outros lugares e monstros foram adicionados, mas a sensação de vazio não some tão fácil assim. Ainda mais porque a campanha é extremamente curta e pode ser terminada em apenas seis horas. Para completar, não há campanhas ou modos extras como em Resident Evil 2, então quando ver os créditos, dá até para desinstalar o jogo sem perder nada.

O jeito é a gente esperar que Leon Kennedy venha nos salvar com aquele remake de Resident Evil 4 que tantos rumores insistem em dizer que existe.

7. Bleeding Edge

Muitos fãs dos jogos do estúdio Ninja Theory tinham altas expectativas quando o novo título desenvolvido pela empresa, o Bleeding Edge, foi anunciado. Realmente era um conceito bem interessante que misturava elementos de cyberpunk com batalhas em equipe, só não dava para imaginar o que ia sair disso.

O resultado foi um jogo meio parecido com Overwatch, mas com combates em terceira pessoa e com times de quatro jogadores em cada um. Com uma câmera meio ruim de controlar, a necessidade de metralhar os botões e os personagens sem graça, não tinha como deixar de ser mais uma das decepções de 2020.

8. Empire of Sin

O anúncio de Empire of Sin foi recebido com bastante entusiasmo por quem adora jogos de estratégia em turnos e esperava algo totalmente original do jogo com temática de máfia. A má notícia é que basta entrar em combate pela primeira vez para perceber que o sistema não só é quebrado, como repetitivo e cheio de problemas técnicos. Seja nos mapas, nos inimigos, nas armas, ações que pode tomar, etc.

Mesmo a parte que envolve gerenciar um império do crime é extremamente linear e previsível, o que mata aquele entusiasmo por algo original que mencionamos antes. É claro que muitos aspectos podem ser consertados com atualizações, mas a primeira impressão que ficou foi a de decepção mesmo.

9. Marvel's Avengers

Considere os seguintes fatores: a Marvel acabou de finalizar o arco principal de seu universo cinematográfico com chave de ouro e a Insomniac Games lançou Marvel's Spider-Man, um excelente jogo baseado no herói favorito da vizinhança. Com isso mente, você vê o anúncio de Marvel's Avengers, um game que promete contar histórias fantásticas e te que deixará jogar como Thor, Homem de Ferro e o Capitão América, só para citar alguns do personagens.

Em teoria a ideia parecia maravilhosa, no trailer já tinha um visual um tanto estranho, mas nada que pudesse influenciar diretamente no gameplay. Só que então Marvel's Avengers é lançado e logo nos primeiros minutos se nota que é mais uma grande decepção.

Além de uma história fraca e jogabilidade genérica, os visuais parecem ultrapassados já no dia de lançamento. Mesmo se a gente fosse ignorar isso para aproveitar o jogo sem compromisso, é difícil ignorar a quantidade de bugs e até problemas de performance em algumas plataformas.

10. Warcraft 3: Reforged

Quando a Blizzard anunciou que um remake de Warcraft 3 estava sendo feito em 2018, seus fãs não podiam ter ficado mais alegres e ansiosos. Finalmente poderiam reviver esse clássico com visuais modernos, personagens remodelados, novos recursos e uma história levemente modificada para se adequar com o MMO World of Warcraft.

Pelo menos foi isso que a empresa prometeu, mas não exatamente o que cumpriu. Depois de um adiamento para 2020, Warcraft 3: Reforged saiu e se revelou bem diferente do que se esperava. O visual estava bem diferente do que havia sido mostrado, novidades prometidas não estavam presentes e o jogo estava repleto de bugs e problemas técnicos.

O pior é que cópias originais de Warcraft 3 sofreram uma atualização obrigatória para a versão Reforged, já que os dois dividiam o mesmo launcher. Não fosse o suficiente, a Blizzard também anunciou que seria proprietária de qualquer conteúdo criado por fãs no editor de Reforged.

Foi um erro após o outro, mas pelo menos a Blizzard se desculpou pelo ocorrido e ofereceu o reembolso total aos jogadores que não estavam satisfeitos. Infelizmente, o estrago feito não tem como ser esquecido tão fácil pelos fãs da franquia.

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