Quando a Toyota falou de um Project Portal, todo mundo achou que a montadora nipônica estava a ponto de fazer algo bizarro, tipo um Prius à combustão, mas parece que este não era o caso: o grande projeto, na verdade, é um caminhão movido a hidrogênio e que, portanto, não emite poluentes.

Basicamente o que a empresa fez foi adaptar a motriz de seus carros de produção em um imenso Kenworth T660 para avaliar se vale a pena ou não utilizar esse tipo de combustível em veículos de transporte pesado. Sem surpresa, parece que vale sim.

O pessoal do Trucks.com fez um vídeo demonstrando todo o processo de criação do bruto:

Os tanques de hidrogênio ficam localizados onde originalmente seria a parte da cabine reservada para o motorista dormir e são acompanhados de duas baterias de íon-lítio de 6 kWh.

As duas células de combustível são provenientes de um Mirai, o veículo de passeio da Toyota, só que precisam desenvolver bem mais que os 150 cavalos originais – na verdade, pouco mais de quatro vezes mais essa potência: são 670 cavalos e 183 kgfm (!!) de torque, números bem parecidos com o que se vê hoje em caminhões movidos a diesel.

Só que as similaridade param por aí, já que o caminhão do Project Portal consegue um desempenho muito melhor: sem qualquer carga, ele é capaz de acelerar de 0 a 100 em aproximadamente 9 segundos – o que é bem impressionante quando se fala de um veículo que pesa cerca de 11 toneladas. O comparativo é surpreendente:

Ainda que zero-emissão e a aceleração absurda sejam ótimos argumentos a favor do Project Portal, a autonomia ainda é o calcanhar de Aquiles em veículos como esse e que são movidos a combustíveis alternativos.

Os 40 kg de hidrogênio nos tanques garantem uma autonomia de cerca de 240 quilômetros ao caminhão quando totalmente carregado, ou seja, puxando algo em torno de 27 toneladas de carga. Esse número aumenta para 386 quilômetros se a carga for de 16 toneladas.

É uma autonomia consideravelmente baixa se comparado ao desempenho dos motores a diesel, que podem chegar a 1,9 mil quilômetros de autonomia com dois tanques cheios, o que dá aproximadamente 450 litros de combustível.

Ainda assim, a Toyota, em parceria com alguns órgãos norte-americanos no estado da Califórnia, pretende desenvolver o veículo em funções de transporte de curta distância de cargas no Porto de Los Angeles. O objetivo é atestar a durabilidade do caminhão e desenvolver a parte de autonomia do veículo.

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