Na semana passada, Tim Cook — o atual CEO da Apple — revelou para todo o mundo a sua homossexualidade. Na ocasião, Cook disse que tem orgulho de sua sexualidade e também do fato de as pessoas não o tratarem diferente por causa disso, mas, infelizmente, ele não pode dizer isso sobre todos. Pouco após a revelação, um político russo disse que ira tentar impedir Cook de entrar na Rússia.

E também foi na Rússia que outro fato foi presenciado. Na cidade de São Petersburgo, um memorial que havia sido construído em honra à memória de Steve Jobs foi totalmente desmontado nesta semana — ele era composto por um monumento no formato de um iPhone com pouco menos de dois metros de altura.

A homenagem havia sido criada por um grupo de empresas russas chamado ZEFS, e foi este mesmo grupo que realizou o desmantelamento, dizendo que aquela área possui “acesso direto para jovens estudantes e acadêmicos”. Com isso, o ZEFS afirma que está seguindo leis que proíbem a “propaganda gay” para menores de idade — apesar de o governo russo afirmar que não existe discriminação nessa legislação, o que é bem contestável.

O que ainda não ficou claro para nós é o que exatamente está sendo considerado uma “propaganda gay” neste caso. A homossexualidade do atual CEO da Apple interfere em tudo o que ele e a empresa fizeram? Para o ZEFS, a resposta é “sim”. Nesse caso, será que devemos esperar uma represália contra Alan Turing (o pai da computação) e que tudo o que envolve a computação também seja considerado propaganda?

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