Depois de uma semana cheia por conta da apresentação dos novos iPhones e do Apple Watch, o CEO da empresa, Tim Cook, concedeu uma entrevista completa ao programa norte-americano "The Charlie Rose Show", da emissora PBS. A primeira parte da conversa foi ao ar nesta sexta-feira (12) e trouxe alguns depoimentos curiosos do executivo sobre o passado, o presente e o futuro da companhia.

Além de algumas opiniões, que você confere abaixo separadas por tema, Cook revelou que o rendimento esperado da Apple para o ano fiscal atual é de US$ 180 bilhões.

Steve Jobs

"Ele está no meu coração e está profundamente no DNA da Apple. Seu espírito sempre será a base da companhia. Literalmente, penso nele todos os dias. Seu escritório foi deixado do jeito que era antes, no quarto andar, com o nome ainda na porta. Se pensarmos no que ele fez em um nível macro, ele defendeu a inovação. Ele defendeu o simples, não o complexo. Ele sabia que a Apple deveria ir apenas por áreas em que houvesse o controle da tecnologia primária. (...) Ainda há coisas dele em que acreditamos. A luta pela perfeição, para sermos os melhores, fazendo só os melhores produtos, mantendo o foco."

Produtos

"As decisões mais difíceis que tomamos são sobre quais produtos não trabalhar. Há muitas coisas em que temos interesses, mas sabemos que não podemos fazer tudo", disse Cook. Questionado se a televisão era um dos exemplos, ele falou que ainda há o interesse, mas que ela está "presa nos anos 70" e é um retrocesso em interface e funcionamento enquanto o resto da vida mudou.

A Apple consertaria isso? "Eu não quero entrar no que estamos fazendo no futuro, mas demos passos com a Apple TV, que tem agora 20 milhões de usuários e ultrapassou faz tempo o objetivo de hobby que tínhamos antes. Adicionamos cada vez mais conteúdo e há mais o que fazer nela, e esse é um cenário em que continuaremos prestando atenção", conclui.

Beats

"O que vimos na Beats era talento, Jimmy (Iovine) e (Dr.) Dre são gênios criativos e também têm equipes das quais eu gosto muito. Jimmy tem grande conhecimento da indústria musical, enquanto Dre é um artista, e eles começaram um serviço por assinatura. As pessoas acham que todos eles são iguais, eu mesmo era cético no começo, (...) mas, de repente, ouvindo o produto deles por um tempo, eu me senti diferente", afirma.

"A razão disso é que eles sabem que a seleção humana é importante: a sequência de músicas que você escuta afeta como você se sente. É difícil de descrever, mas você sabe quando sente. Não consegui dormir naquela noite e falei 'Temos que fazer isso'. (...) Eles entraram há pouco tempo e fizeram um trabalho fabuloso com a marca na indústria dos fones, que cresce muito, mas precisavam de uma identidade global. Nós temos isso", relata Cook.

A segunda parte da entrevista será exibida na segunda-feira e pode trazer novas boas informações sobre a Apple.

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