Você se lembra do acidente fatal envolvendo o piloto automático da Tesla? Foi o primeiro caso de morte com o sistema autônomo, que resultou em uma investigação refinada sobre o ocorrido. No final, duas coisas foram descobertas e determinadas: o piloto teve sete segundos para reagir à colisão e o carro não precisará de um recall.

A batida ocorreu em maio do ano passado com um Model S, ocasionada por conta de uma carroceria de caminhão atravessando um cruzamento da rodovia. Na época, a suspeita era que o piloto automático falhou e não conseguiu prever a tempo de evitar a tragédia.

Carro da Tesla acidentado

O recolhimento do modelo do veículo não será necessário, pois a batida não foi resultado de uma falha técnica, portanto, não justifica retirar o automóvel de circulação. De acordo com a Tesla, o motorista deve sempre estar com as mãos no volante para eventuais emergências. Segundo rumores, um DVD Player estava reproduzindo um filme do Harry Potter na hora do ocorrido, sugerindo que o motorista talvez não estivesse com atenção total na estrada.

Joshua Brown teve 7 segundos para reagir, mais que o dobro da média, que é 3 segundos

Esse fato é reforçado pela avaliação da NHTSA (National Highway Traffic Safety Admnistration), o órgão responsável por administrar o trânsito nos EUA, que diz que o motorista teve sete segundos para evitar o acidente, um tempo muito maior que a média, que geralmente é abaixo de três segundos. A empresa diz também que os freios de emergência servem para evitar batidas na traseira de outros carros, e não colisões de cruzamento.

Segunda a Tesla, a taxa de acidente caiu 40%

Apesar de ter acontecido uma tragédia como essa, a Tesla diz que depois da instalação do sistema de piloto automático, a taxa de acidentes caiu em 40%, mas isso não retira a responsabilidade do motorista em ficar desatento ao que se passa nos arredores. De acordo com um estudo realizado, todos os modelos 2014 e 2016 do Model S e X tiveram uma drástica redução em colisões após a implantação do recurso autônomo.

Por esse motivo e os outros supracitados, ficou claro para o órgão regulamentador que não foi um ocorrido decorrente de falha técnica, mesmo que o sistema de piloto auomático não tenha detectado a carroceria de caminhão na frente do automóvel. E aí, será que foi culpa da desatenção do condutor? Até que ponto podemos confiar na condução guiada automaticamente?

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