Apesar de esta semana estar abarrotada de lançamentos de gadgets, dispositivos mobile e outras novidades do mundo da tecnologia quando o assunto são produtos voltados ao consumidor, principalmente por “culpa” da CES 2017, o setor automotivo também teve seu lugar sob os holofotes. Isso porque a Tesla anunciou na última quarta-feira (4) que finalmente deu início à produção em massa das células que devem equipar suas baterias de íon-lítio.

De acordo com o comunicado da empresa fundada por Elon Musk, o componente está sendo fabricado na Gigafactory de Nevada e deve equipar tanto o vindouro Powerwall 2 quanto o Powerpack 2. Depois que o montante certo desses dispositivos de armazenamento de energia sair do forno, tudo indica que a linha de produção será reconfigurada – muito provavelmente em meados do segundo trimestre deste ano – para construir as baterias que vão equipar o já bastante aguardado Model 3.

A primeira fornada de baterias deve alimentar o badalado Powerwall 2

Essa empreitada deve custar cerca de US$ 5 bilhões

Tanto a célula 2170 quanto a própria fábrica norte-americana fazem parte de um projeto conjunto da Tesla com a Panasonic e a estimativa é que o custo total dessa empreitada não seja nada humilde, podendo chegar próximo dos US$ 5 bilhões – cerca de R$ 16 bilhões em uma conversão direta. O investimento alto reflete a ousadia e até mesmo a magnitude da iniciativa. Afinal, mesmo que a Gigafactory já tenha uma área construída de mais de 450 mil metros quadrados, ela ainda opera a apenas 30% de seu potencial máximo.

Mesmo em construção, a Gigafactory já está batendo um bolão

Seja como for, a construção em fases deve acabar pagando dividendos no futuro. Segundo Musk, o local deve ser capaz de dar vazão a mais de 35 GWh de células para baterias de íon-lítio por ano a partir de 2018. Além de ser um número praticamente equivalente ao restante da produção mundial dos itens desse tipo, o acervo deve ser generoso o suficiente para amaciar um pouco o preço dos carros da marca. Com a operação nesse patamar, a ideia é que o Tesla Model 3 possa desfrutar de uma economia de mais de 30% em seu custo de produção.

O Model 3 será o grande beneficiado do poder máximo da fábrica da Tesla

Se considerarmos que o modelo tem uma lista de pré-venda de cerca de 400 mil pessoas, é de se imaginar que a estratégia deve trazer ótimos benefícios aos cofres da montadora e, como já é tradicional do executivo, viabilizar projetos mais ousados do empreendedor e visionário sul-africano. E aí, será que com isso tudo o Model 3 chega ao Brasil com um precinho um pouco mais camarada?

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