Mesmo que a primeira Gigafactory da companhia, nos EUA, ainda esteja longe de assumir sua forma final – com a entrega da obra completa estando prevista para meados de 2020 –, a Tesla não vê problemas em dar os primeiros passos para a construção de outras dessas fábricas focadas na produção de baterias e outros componentes elétricos. Atravessando o Atlântico, essa nova base de operações da empresa deve ser montada na Europa, embora Elon Musk prefira manter a localidade exata da estrutura em segredo até 2017.

Isso, claro, não quer dizer que rumores do mercado e anúncios da própria Tesla e de seu CEO não apontem para um país específico: a Alemanha. Sim, a terra das Autobahns e de alguns dos carrões mais nervosos do mundo tem grandes chances de ser a menina dos olhos da montadora de veículos elétricos no Velho Continente. A pista mais quente nesse sentido veio de um pronunciamento do executivo sul-africano em uma conferência realizada na Alemanha na última terça-feira (8).

Ainda falta um bocado para a Gigafactory norte-americana ficar pronta

A firma alemã poder se tornar uma peça-chave para acelerar a fabricação do Model 3

Na ocasião, ele confirmou que a Tesla iria comprar a Grohmann Engineering – uma empresa local de tecnologia e produção automatizada –, uma ação que praticamente confirma os planos de expansão europeia da companhia. Além de a firma alemã poder se tornar uma peça-chave para acelerar a fabricação do Model 3 por lá – ajudando a dar conta das centenas de milhares de reservar desse modelo –, a promessa de Musk de fazer “investimentos significativos” no país é um indício forte de que o novo endereço da Gigafactory já pode estar escolhido.

Pacote de vantagens

Como grande parte dos prédios e dos centros de desenvolvimento da futura Tesla Grohmann Automation estão sediados em Prüm, no interior da Alemanha, é de imaginar que a edição europeia da fábrica massiva idealizada pela marca acabe sendo erguida nas imediações dessa cidade. Seja como for, a Tesla já avisou que não deve produzir carros dentro das instalações da Grohmann, o que deve significar que a subsidiária deve se voltar a itens como implementação de novas tecnologias e fabricação de componentes específicos.

A expectativa é que isso gere ao menos 1.000 empregos na cidade alemã ao longo dos próximos dois anos, marcando um primeiro estágio desse tipo de operação da empresa no país – com a perspectiva de expansões ainda mais significativas no futuro. Outra informação interessante é que todas as técnicas e tecnologias de produção robótica automotiva desenvolvidas em Prüm devem ser exportadas diretamente para a Gigafactory californiana.

O projeto de uma Gigafactory tem uma escala absurda

O acordo pode ter valido a pena independentemente do preço

Embora não se saiba exatamente quanto a Tesla pagou pela aquisição da companhia alemã, o fato é que o acordo pode ter valido a pena independentemente do preço. Isso porque, além de todas as vantagens e benefícios mencionados anteriormente, a Grohmann trabalha com uma série de outros segmentos de serviços e produtos, desde soluções corporativas a itens para o consumidor final. Outra vantagem é que a empresa alemã atua em já atua em praticamente todo o globo, algo que pode ajudar – e muito – a Tesla a expandir os seus negócios.

Alguma aposta de onde uma terceira ou quarta Gigafactory pode ser criada? Deixe o seu palpite mais abaixo, na seção de comentários.

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