Todo ano, nossos gadgets evoluem rapidamente e necessitam de cada vez mais energia para realizar qualquer trabalho. Enquanto isso, parece que as baterias não acompanham esse passo. A tendência é aumentar o uso dos wearables, dispositivos que anexamos em nossos corpos. Então, por que não utilizá-lo para energizar estes produtos?

Uma equipe da Universidade Nacional de Cingapura desenvolveu um item pequeno (do tamanho daquelas tattoos de henna que vinham em chicletes) que é anexado a qualquer parte do corpo humano para transformar fricção em eletricidade — na verdade, ele converte estática em energia usável.

Como ele funciona? Preso na pele, o dispositivo é coberto com uma camada de silicone e uma película de ouro logo abaixo. Entre os dois, estão pequenos pilares de borracha de silicone.

A equipe da universidade apresentou o projeto na conferência IEE MEMS 2015 e demonstrou o uso do produto. Eles utilizaram dois itens na apresentação: um estava anexado ao antebraço e outro no pescoço. A descoberta foi de que girar o punho e conversar geram 7,3 e 7,5 volts, respectivamente. Porém, digitar no teclado produz 90 volts, o que é suficiente para acender várias luzes LED.

A ideia, segundo os desenvolvedores, é deixar a criação ainda mais flexível. Assim, eles conseguirão criar esses itens em qualquer tamanho, como um bracelete, por exemplo.

Está chegando o momento em que nosso corpo será utilizado também para os gadgets. E os desenvolvedores já esperam uma concorrência forte — há alguns meses, outros pesquisadores criaram uma tatuagem que converte suor em eletricidade.

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