(Fonte da imagem: ShutterStock)

Seja na TV ou no cinema, séries e filmes policiais apostam em alta tecnologia para ajudar a solucionar casos complicados e desvendar os mínimos mistérios da trama. Muitas vezes, a tecnologia retratada é tão absurda que chega a ser motivo de piada entre os telespectadores: afinal, quem nunca riu do poder de zoom absurdo nos computadores de CSI?

Mesmo assim, a vida real também tem se tornado um bocado absurda nos últimos anos. Prova disso é o fato de que as tecnologias usadas por policiais e bombeiros estão se tornando tão fantásticas quanto as apresentadas pela ficção. Para ter uma ideia do que estamos falando, confira a lista abaixo, com uma seleção das principais ferramentas high tech usadas por esses profissionais.

1. Câmera esférica para emergências

Seja um policial ou um bombeiro, entrar em recintos fechados, em casos de emergência, pode render situações muito desagradáveis. Por exemplo, atiradores talvez estejam escondidos, prontos para fazer mais uma vítima, ou a estrutura de um edifício esteja tão abalada por causa de um terremoto que pode acabar cedendo a qualquer instante. Sendo assim, talvez a melhor estratégia seja espiar o ambiente antes de entrar nele.

Do tamanho de uma bola de tênis, a câmera pode avaliar o interior de prédios (Fonte da imagem: Bounce Imaging)

Para tornar essas incursões mais seguras, a start-up norte-americana Bounce Image desenvolveu um dispositivo que tem as dimensões de uma bola de tênis e que, com a ajuda de seis câmeras, é capaz de capturar imagens em 360⁰ de ambientes. Além disso, diversos sensores instalados no equipamento também podem enviar informações extras junto com as imagens, tudo isso para tornar mais segura a investida da brigada policial ou de resgate.

2. Sistema de detecção de tiros

Muitas vezes, um atirador abandona a cena do crime antes dos investigadores chegarem e, assim, fica mais difícil para os policiais descobrirem de onde partiram os disparos. Agora, sistemas de detecção de tiros (GDS) estão sendo empregados em áreas de maior incidência de tiroteios para facilitar a ação policial.

O Departamento de Polícia do Condado de Nassau, em Nova York, adotou um sistema implementado pela empresa ShotSpotter e que consiste em uma série de sensores que são espalhados por uma vizinhança. Esse tipo de tecnologia é relevante, especialmente, para regiões em que as pessoas têm medo de testemunhar contra o crime.

O sistema também é capaz de alertar o serviço de emergência automaticamente sempre que um tiro é registrado por ele, além de acionar a viatura mais próxima do local de incidência. Além disso, os policiais podem ter uma ideia de como é a rotina nas partes mais violentas da cidade. Há casos, por exemplo, em que o sistema registra uma ocorrência muito grande de tiros, muito superior às relatadas pela população. Esse, por exemplo, seria um dos cenários em que a violência é tão presente na vida dos moradores que eles não se sentem mais motivados a denunciar todo e qualquer barulho de tiro que ouvem.

3. A invasão dos drones

“Drone” é a palavra do momento. Esse tipo de veículo aéreo não tripulado tem sido tema de artigos e até capas de revistas na imprensa especializada, além de também ser assunto em diversas discussões de viciados em tecnologia. Porém, há também outra classe de pessoas que se interessam por esses robôs voadores, mas de um modo nem tão amigável: aqueles que se preocupam com a privacidade de civis, que podem acabar sendo alvo das câmeras espiãs.

Mas, obviamente, esse equipamento pode ser de grande utilidade para quem deseja lutar contra o crime. Recentemente, o Departamento de Polícia da Flórida, nos Estados Unidos, ganhou a permissão da Administração Federal de Aviação para usar drones do tipo T-Hawk em suas operações.

Drones podem servir de apoio aéreo para forças táticas policiais (Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia)

Podendo voar a uma altura que varia de 7 a 300 metros, essa máquina é uma ótima oportunidade para que policiais possam analisar uma situação antes de enfrentá-la, oferecendo apoio aéreo para forças táticas que estejam em solo. Com informações em vídeo em tempo real, os policiais podem ter uma melhor visão da situação e, a partir disso, tomar decisões mais apropriadas.

4. Rastreador de veículos

Perseguições policiais são bacanas. Não é à toa que fazem sucesso na TV, especialmente nas emissoras americanas ou em programas que exibem vídeos espetaculares e inusitados. Mas esse tipo de tarefa é bastante perigoso e, portanto, coloca em risco a vida dos policiais envolvidos na perseguição.

Pistola (esq.) e dardos (dir.) que compõem o sistema de rastreamento (Fonte da imagem: Reprodução/StarChase)

Para minimizar esses riscos, a polícia norte-americana tem testado o StarChase Pursuit Management System, uma espécie de dardo equipado com GPS e que pode ser disparado contra um veículo em fuga. Assim, ao grudar na lataria do automóvel, o equipamento permite que ele seja rastreado facilmente, de uma distância segura e que permite que a abordagem ao condutor seja planejada com mais calma.

Exemplo de tela de rastreamento de veículo com dardo (Fonte da imagem: Reprodução/StarChase)

O projétil é disparado com a ajuda de uma pistola de ar comprimido acoplada à viatura policial e que possui, inclusive, mira laser para uma eficácia maior. Os dardos, produzidos com uma espuma razoavelmente rígida, grudam no automóvel com a ajuda de ímãs e de uma cola proprietária desenvolvida pelo fabricante.

5. Reconhecimento automático de placas

Chega de perguntar para testemunhas e colegas de trabalho se alguém anotou a placa de um infrator. Com o sistema Automatic License Plate Recognition (ALPR), as viaturas de polícia estariam equipadas com três câmeras responsáveis por identificar as placas de todo e qualquer veículo que estiver por perto, avisando, inclusive, quais desses automóveis possuem algum registro grave na polícia.

Câmeras em viaturas identificam placas em tempo real (Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia)

As câmeras funcionam a uma velocidade alta e são capazes, por exemplo, de registrar a placa de um carro mesmo que ele passe a uma velocidade de 220 km/h. Mas a parte assustadora mesmo é que as próprias agências é que decidem por quanto tempo armazenar os dados coletados pelo ALPR. Assim, é possível que, dias depois, os policiais ainda possam investigar quais carros circularam em determinada rua para tentar identificar, por exemplo, um motorista que possa ter atropelado alguém e não parado para oferecer socorro.

6. Project54, o Siri da polícia

Convenhamos, poder operar o smartphone com comandos de voz é bastante prático, principalmente para quem está dirigindo. Agora, essa utilidade se torna ainda maior caso você seja um policial que persegue um carro em alta velocidade. Com o uso do Project54, os oficiais em serviço ganham uma espécie de Siri que ajuda a controlar diversas funções da viatura.

(Fonte da imagem: Reprodução/Project54)

Ao iniciar uma abordagem a um veículo, por exemplo, o policial poderia simplesmente dizer “pursuit” (perseguição) para que fossem ativadas as luzes e sirenes da viatura, além do sistema de GPS para manter o registro do caminho a ser percorrido. Caso a perseguição faça com que o policial se desloque por diversas regiões diferentes, ele pode mudar a frequência do rádio facilmente, também com simples comandos de voz, além de fazer “anotações” com base nas coordenadas do GPS para marcar eventos importantes ao longo do trajeto.

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