Não é de hoje que diversos sites da internet estão povoados por perfis falsos ou contas que utilizam informações que não são verídicas para enganar outros usuários. Esse é um fenômeno cada vez mais comum, conhecido como Catfish. Por isso, na tentativa de reduzir o número de perfis fakes, pesquisadores desenvolveram um novo método capaz de identificar esses internautas mais facilmente.

A técnica foi criada por cientistas da computação da Universidade de Edimburgo, na Escócia, e basicamente consiste em treinar as máquinas com determinados algoritmos para detectar usuários na rede — principalmente nas redes sociais — que omitem ou maquiam dados mentirosos se passando por verdadeiros. Na prática, isso pode auxiliar autoridades a encontrar, por exemplo, pedófilos e terroristas, que estão entre os que mais utilizam catfishing.

A técnica consiste em treinar as máquinas com determinados algoritmos para detectar usuários na rede 

Os cientistas já realizaram testes com cerca de 5 mil perfis públicos em um site de conteúdo adulto. As informações coletadas foram usadas para treinar um software, que por sua vez estima a idade e o gênero daquele usuário com o máximo de precisão. Também foram analisados o estilo de escrita em comentários e o quanto os internautas são ativos na página de relacionamentos.

Primeiros resultados

A partir daí, o mecanismo comprovou que, de todos os inscritos no site adulto que possuem uma conta aberta, 40% mentiram sobre a própria idade; outros 25% disseram ser de um gênero diferente, sendo que as mulheres se mostraram mais propensas a enganar do que os homens.

Esperamos que o nosso mecanismo ajude a criar recursos úteis que possam sinalizar internautas desonestos e manter um nível maior de segurança em todas as redes sociais

"Os sites de conteúdo adulto possuem milhares de usuários que afirmam ser quem não são, então essas páginas são perfeitas para testar ferramentas que identificam os catfishes. Esperamos que o nosso mecanismo ajude a criar recursos úteis que possam sinalizar internautas desonestos e manter um nível maior de segurança em todas as redes sociais", destacou Walid Magdy, da Faculdade de Informática da Universidade de Edimburgo.

Vale lembrar que as contas dos perfis analisados foram mantidas em anonimato. O estudo completo sobre o software será apresentado na Conferência Internacional sobre Avanços em Análise de Redes Sociais (ASONAM), que acontecerá entre os dias 31 de julho e 3 de agosto, em Sidney, na Austrália.

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