Em 2010, a Apple lançou a primeira geração de iPads, um conceito que logo se popularizou pelo mundo todo. Em sua época de ouro, os tablets tiveram os mais variados modelos das mais diversas marcas, sendo um boom tecnológico no início desta década.

Embora o sucesso tenha sido grande no começo da geração, o mercado destes dispositivos está diminuindo cada vez mais. Um relatório da IDC – International Data Corporation ou Corporação Internacional de Dados – revelou que, ano a ano, o segmento de tablets cai cerca de 7%, criando uma diferença gritante em relação aos primeiros anos de venda desses aparelhos.

Mas por que o mercado está em crise?

A primeira colocada em vendas desses dispositivos ainda é a Apple, segurando uma parcela de 26%. Em seguida, temos a Samsung com 17%, a Lenovo com 57% e, em quarto lugar, a LG e a Huawei empatadas, com cerca de 2,5% cada. Somente no período de um ano, os dois primeiros colocados perderam 20% da sua parcela na indústria.

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Até a metade de 2015, cerca de 44 milhões de tablets foram vendidos no mundo todo. Embora pareça um bom resultado, percebemos que houve queda em relação aos 48 milhões vendidos no ano passado – um número que já estava em crise em 2014. Mas por que isso acontece?

“Ciclos de vida mais longos, competição acirrada de outros aparelhos – como os phablets e celulares com telas maiores – e a possibilidade de instalar versões mais recentes do SO em eletrônicos antigos têm suprido a necessidade de o usuário trocar o seu modelo atual”, explicou Jistesh Ubrani, um analista de pesquisa sênior do IDC.

Ainda há luz no fim do túnel?

Com a queda de vendas cada vez maior, fica a questão: o que será dos tablets no futuro? Fique tranquilo, pois segundo o IDC, ainda há esperanças de o mercado se reerguer. Segundo Ubrani, as novas funcionalidades multitarefa e os recursos de produtividade dos novos dispositivos, principalmente com a vinda do iOS 9, serão um bom motivo para convencer os consumidores a trocarem seus aparelhos antigos.

O analista de pesquisa também sugere que outro concorrente forte está prestes a surgir: a Microsoft. Apesar de o Surface 3 ser bem avaliado nas críticas, a empresa ainda não detém uma grande parcela do mercado. Entretanto, a vinda do Windows 10 pode mudar o jogo em favor da companhia de Bill Gates.

Ao que tudo indica, a possibilidade de ter um produto 2 em 1, ou seja, um tablet que supre o seu computador pessoal, pode ser a tendência para os próximos anos. Se a moda pegar, as outras produtoras terão que lançar novos aparelhos e diminuir os preços, algo que será um ótimo incentivo para os consumidores.