Mais restrições aos usuários do plano gratuito do Spotify podem estar prestes a ser implantadas, informa o portal Financial Times. É que a Universal Music, companhia que abocanha a fatia de 5% da empresa que presta o serviço de streaming, quer “apertar a coleira” de quem não paga pela ferramenta. O objetivo seria conquistar mais assinantes para o plano pago do popular aplicativo de reprodução de músicas em ambiente digital.

Atualmente, o modelo gratuito permite acesso quase ilimitado à biblioteca do Spotify – quem opta por esse plano tem, no entanto, de suportar a reprodução de propagandas e não pode, por exemplo, ativar a reprodução offline de álbuns ou usar certos recursos de personalização de listas de reprodução. A estratégia da gravadora seria impor ainda mais restrições a assinantes deste modelo, o que os “forçaria” a migrar para o plano pago do Spotify.

“Os dados do mercado realmente falam por si. Está claro que a chave para o sucesso para artistas, consumidores e Spotify está no desenvolvimento de um recurso que motive os usuários do plano gratuito a migrar para o modelo pago”, disse uma das fontes da Universal ao Financial Times. Em 2014 e somente nos EUA, as arrecadações fruto dos planos pagos para as gravadoras ficaram em US$ 800 milhões; no mesmo ano, US$ 295 milhões foram angariados pelos estúdios a partir dos comerciais veiculados a consumidores que não pagaram pelo streaming.

Concorrência

Além do iTunes e da nova versão supostamente exclusiva para assinantes do plano pago do Beats Music (veja mais aqui), outra plataforma de reprodução de mídias tem se destacado como concorrente do Spotify. O YouTube, apesar de ser destinado à execução de vídeos, tem sido usado como alternativa a quem busca ouvir músicas online de graça.

Acontece que álbuns completos e listas de reprodução de faixas específicas podem ser encontrados junto do serviço oferecido pela Google. De acordo com analistas de mercado, ainda segundo informa o Financial Times, o YouTube é atualmente o maior vilão na seara dos das plataformas de streaming. Resta também à “Gigante das Buscas” pensar na criação de políticas que regulamentam a reprodução de músicas por meio do player de vídeos online.

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