O ataque hacker massivo sofrido pela Sony neste mês (e que deve continuar causando estragos por um bom tempo) foi mesmo encomendado ou planejado pela Coreia do Norte, de acordo com oficiais de alto escalão do setor de inteligência dos Estados Unidos. O jornal The New York Times reporta que o país asiático está "centralmente envolvida" no caso.

As fontes não foram capazes de dizer, entretanto, se foram norte-coreanos que executaram o ataque ou se apenas a ordem partiu do governo ditatorial do local. Não se sabe ainda a quantidade de informações relativas ao caso que serão publicamente divulgadas, mas é possível que um pronunciamento oficial esclareça certos pontos em breve.

E agora? Guerra?

De qualquer forma, o envolvimento parece mesmo claro — e pensar que essa suspeita começou quando os próprios hackers ameaçaram mais ataques caso o filme "A Entrevista", que contém uma paródia do líder militar Kim Jong Un, fosse lançado. A estreia do filme foi cancelada pela Sony, ao menos nos cinemas norte-americanos, porque a distribuidora teme uma ação terrorista direta em salas de projeção.

Porém, isso não vai ficar barato: membros da Casa Branca avisam que o presidente Barack Obama ainda "considera uma gama de opções para uma potencial resposta".  O envolvimento de funcionários da própria Sony, que teriam facilitado a entrada do malware, não está descartado.

O malware utilizado no ataque é muito parecido com o que foi identificado em golpes contra emissoras e bancos da Coreia do Sul. A gangue responsável, chamada de Dark Seoul, pode ser a contratada aqui — ou estamos diante de um copiador, como um bom filme policial.

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