A Anthropic anunciou o Cowork, um novo agente de inteligência artificial capaz de ajudar o usuário a gerenciar o próprio computador. A ferramenta funciona por meio de prompts em texto e pode acessar pastas, ler arquivos, modificá-los e até apagá-los.
A proposta do Cowork é atuar como um assistente de produtividade mais acessível do que o Claude Code, agente voltado especificamente para programação. Na prática, ele se comporta como um assistente pessoal digital, com liberdade para executar tarefas diretamente no sistema operacional.
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Entre as funções, o Cowork pode organizar pastas, editar documentos existentes, criar planilhas do zero com base em capturas de tela ou montar arquivos de texto a partir de anotações menores. Além disso, o agente pode combinar essa autonomia com os conectores disponíveis no Claude, permitindo acessar informações externas e até executar tarefas no navegador via Claude in Chrome.
Anthropic alerta para riscos e questões de privacidade
Segundo a Anthropic, o Cowork só acessa arquivos e pastas que o usuário solicita explicitamente. A empresa também afirma que o Claude fará perguntas adicionais antes de executar “qualquer ação significativa”, especialmente aquelas que podem causar danos.
“Por padrão, o mais importante é saber que Claude pode executar ações potencialmente destrutivas (como excluir arquivos locais) se receber essa instrução. Como sempre existe a possibilidade de Claude interpretar suas instruções incorretamente, você deve fornecer orientações muito claras sobre esse tipo de situação”, explicou a empresa.
A Anthropic também chamou atenção para o risco de prompt injections, um tipo de ataque cibernético que insere comandos ocultos em arquivos para serem interpretados por inteligências artificiais. Embora a companhia afirme ter desenvolvido defesas sofisticadas contra esse tipo de ameaça, reconhece que se trata de uma área em constante evolução.
Atenção: IA generativa pode (e vai) errar
Como todo grande modelo de linguagem (LLM), o Cowork também está sujeito a erros. A diferença, neste caso, é que a ferramenta recebe permissões amplas para agir diretamente no computador do usuário, o que torna eventuais falhas bem mais graves quando se trata de arquivos pessoais e dados sensíveis.
Além de ataques por prompt injection, a própria IA pode executar ações equivocadas por engano. Um exemplo trágico envolve um caso em que um agente embutido no Google Antigravity apagou toda a partição de armazenamento de um usuário sem possibilidade de recuperação.
Claude Cowork está disponível para assinantes
Atualmente, o Claude Cowork está disponível em acesso antecipado. O agente de IA pode ser acessado por assinantes Claude Max, assinatura disponível a partir de US$ 100 (R$ 537, em conversão direta) e somente por meio do app para macOS.
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