Google banirá aplicativos de “sugar daddy” da Play Store

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O Google mudará as políticas de conteúdo impróprio da Play Store, a partir do dia 1° de setembro. Com a atualização, alguns aplicativos que promovem "relações sexuais compensadas", ou seja, apps de “sugar daddy” ou “sugar dating” serão banidos na plataforma.

As atuais políticas já proíbem aplicativos que promovam serviços que possam ser interpretados como atos sexuais em troca de pagamento. A atualização, contudo, expande a definição para incluir de forma clara relacionamentos que "namoro recompensado ou acordos sexuais em que se espera ou implique que um participante forneça dinheiro, presentes ou apoio financeiro a outro participante”.

O anúncio do Google não explica o motivo dos aplicativos serem banidos agora. No entanto, a proibição surge em um contexto de repressão ao trabalho sexual online por plataformas após a introdução da legislação FOSTA-SESTA nos Estados Unidos em 2018. Outros apps de relacionamento, que não envolvam recompensas pelo namoro, continuarão a ser permitidos.

Relacionamento sugar

Nem sempre um relacionamento sugar envolve um homem mais velho e uma mulher mais nova. (Fonte: Pexels/Andrea Piacquadio/Reprodução)Nem sempre um relacionamento sugar envolve um homem mais velho e uma mulher mais nova. (Fonte: Pexels/Andrea Piacquadio/Reprodução)Fonte:  Pexels/Andrea Piacquadio/Reprodução 

A moda dos relacionamentos açucarados surgiram nos Estados Unidos no início dos anos 2000 e chegou ao Brasil em 2015. A relação envolve um “sugar daddy” ou “sugar mommy”, um homem ou mulher com recursos financeiros em busca de companhia, e uma “sugar baby”, homem ou mulher mais jovem de bela aparência que quer desfrutar de uma boa vida.

A prática não é caracterizada como crime pelo Código Penal brasileiro. A relação se diferencia da prostituição, pois os atos sexuais não são obrigatórios. Muitos patrocinadores buscam apenas uma companhia para viajar ou jantar. Além disso, as despesas financeiras podem ser pagas de diversas formas, como mimos e presentes.

Apesar disso, existem muitas denúncias de “sugar babbies” nesses aplicativos de homens que tratam as mulheres como prostitutas. Para se proteger desse tipo de tratamento, foram criados grupos de Facebook e WhatsApp em que as mulheres trocam informações sobre “sugar daddies”.