Zao: app chinês para deepfake enfrenta críticas por cláusula de privacidade

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O aplicativo chinês Zao virou alvo de críticas na web depois de usuários descobrirem que detentores do app de troca de rostos poderiam acessar suas fotos e utilizá-las sem seu conhecimento. Uma reportagem da Bloomberg revelou que o serviço escondia em uma de suas cláusulas de uso que teria direitos "gratuitos, irrevogáveis, permanentes, transferíveis e passíveis de reprodução" sobre os uploads realizados em sua plataforma.

Disponível apenas para iOS, o app ficou muito popular na China em poucos dias por usar IA de uma maneira muito realista, ao estilo deepfake. Inclusive, várias amostras de seus recursos foram altamente compartilhadas e comentadas no Twitter, como no caso a seguir.

Pouco tempo depois, os termos do serviço foram atualizados e passaram a declarar que essas imagens só seriam usadas para melhoria interna da plataforma. O texto ainda indicava que conteúdos apagados por usuários seriam completamente descartados. "Entendemos a preocupação com a privacidade. Recebemos o feedback e corrigiremos os problemas, mas precisaremos de um pouco mais de tempo", indicou uma publicação oficial do Zao na rede social chinesa Weibo.

Mas isso não foi suficiente para reduzir a insatisfação e preocupação das pessoas. Várias delas inclusive foram até a App Store e outros sites para fazer reviews negativos acompanhados de notas baixas. No momento, a ferramenta tem 2,8 estrelas na loja da Apple.

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