Um artigo sobre machine learning com o título “Envelhecimento Automático de Rostos em Vídeos via Aprendizado por Reforço Profundo”, criado por pesquisadores das Universidades de Arkansas, Clemson, Carnegie Mellon e Concordia, no Canadá, foi aprovado na Conferência sobre Visão Computacional e Reconhecimento de Padrões (CVPP, sigla em inglês) deste ano, uma das mais importantes conferências deste gênero no mundo.

O artigo demonstra como uma aplicação baseada em inteligência artificial pode criar uma cópia de um vídeo, envelhecendo a pessoa que aparece nele, simulando uma idade pré configurada pelos pesquisadores. De acordo com a equipe que a desenvolveu, esta é uma das primeiras aplicações já criadas, a fazer uso de IA para produzir o efeito de envelhecimento de pessoas em vídeos.

Fonte: Fast Company

O sistema foi criado utilizando-se uma técnica conhecida como “aprendizado reforçado”, onde a aplicação de IA apresenta resultados sobre determinada atividade, e é recompensada quando os pesquisadores os julgam satisfatórios. Neste caso, foi utilizado um banco de dados contendo fotografias de pessoas em diferentes idades. Ao analisar o vídeo e gerar quadros consecutivos, mantendo a semelhança das características de velhice, a aplicação era reforçada a continuar.

No exemplo acima, apesar de não podermos fazer uma comparação (já que Mark Zuckerberg ainda é jovem), conseguimos constatar que o efeito impressiona. Em demonstrações feitas com pessoas públicas com idade mais avançada, os resultados foram realmente muito convincentes.

Este é o tipo de software que poderia ser muito útil em estúdios de cinema, para envelhecer personagens sem a necessidade de gastar horas na aplicação de maquiagem. Khoa Luu, um dos coautores do artigo, disse que alguns departamentos de polícia demonstraram interesse, afirmando que a tecnologia, talvez, pudesse ajudar a identificar pessoas que desapareceram ainda crianças.

Apesar de promissora, a tecnologia de envelhecimento de pessoas em vídeos por IA também preocupa, assim como o próprio reconhecimento facial. Nos EUA, a Microsoft pediu ao governo que comece a regulamentar esses tipos de aplicações, a fim de impor limites sobre sua implantação. Ao mesmo tempo que elas podem ajudar a capturar criminosos, elas podem ser utilizadas para prejudicar cidadãos inocentes.