Lançado em outubro, o iPhone X veio com diversas mudanças quando comparado a outros smartphones de Apple, sendo que uma das mais significativas foi a remoção do botão Home e, por consequência, do botão de reconhecimento de digital, lançando no lugar o Face ID, que, como o nome diz, utiliza a face para desbloquear o aparelho.

Apesar de, na teoria, a ideia ser bem boa, na prática esse é um recurso que sempre deixou as pessoas com um pé atrás: é fácil encontrar na internet diversos vídeos de sistemas de identificação de face que foram enganados pelo uso de fotos e outros recursos para simular a cara do dono do aparelho. A resposta da fabricante de Cupertino para não cair no mesmo erro é o True Depth, seu novo sistema de câmera que traz uma tecnologia muito mais avançada para evitar fraudes. 

Com câmera infravermelha, iluminador de inundação e projetor de ponto, além dos sensores de luz e proximidade, o True Depth conta com um arsenal de recursos que conseguem capturar imagens com maior detalhe. Não só externamente falando: a câmera infravermelha pode capturar traços mais profundos, como camadas mais complexas da textura da pele. Dessa forma, enganar o sistema de reconhecimento vai exigir, no mínimo, muito mais engenhosidade e recursos mais sofisticados.

E qual será o futuro da tecnologia True Depth para os outros produtos da marca? O Slash Gear publicou uma análise sugerindo como o sistema pode ser adaptado nos equipamentos mais famosos da Apple:

MacBook Pro

Provavelmente o primeiro candidato a receber o sistema True Depth em suas próximas versões. Apesar de ter recebido o Touch ID como upgrade apenas em 2016, fica difícil imaginar que ele durará muito tempo nos notebooks da Apple quando se tem um sistema mais avançado e simples em outro produto da empresa, especialmente quando se leva em conta que — em países onde os produtos da Apple são menos caros — é comum ter diversos aparelhos da marca, então padronizar o sistema de segurança é um caminho óbvio.

O único empecilho que pode ocorrer para que a atualização aconteça fica por conta de outra grande força da marca: o design. Incluir todos os elementos presentes no iPhone X na câmera de um Macbook Pro de forma harmoniosa com todos os outros componentes vai exigir uma dose considerável de esforço dos times de engenharia e design.

O lado bom é que todo o trabalho pode proporcionar uma experiência totalmente nova para os usuários: além de login e logout muito mais simples, seria possível aplicar algumas técnicas de “videoshop” no background,  eliminando elementos indesejados, já que o sistema também reconhece o que está no fundo da imagem.

iPad Pro

 Ver o True Depth implementado na próxima geração de iPads não parece ser um sonho tão impossível de acontecer, mas o interessante mesmo é pensar qual tipo de impacto esse recurso traria no uso do tablet, que não está em seu melhor momento do mercado.

Com todos os recursos de reconhecimento, seria possível explorar o potencial das câmeras do iPad de uma forma nunca feita em aparelhos similares, melhorando significativamente a capacidade do equipamento de escanear e digitalizar imagens em 3D ou mesmo seu uso para tecnologias de Realidade Aumentada.

O novo sistema poderia abrir um novo nicho de mercado para o tablet e adicionar um uso importante para ele, garantindo um pouco mais sua vida útil — que, entre phablets e ultrabooks, sempre esteve um pouco ameaçada — e, quem sabe, integrando-o melhor ao ecossistema da Apple. 

Apple Watch

 

O Apple Watch? Qual benefício instalar um sistema desse naquela tela minúscula traria para a vida dos usuários da Apple?

Pode até parecer que não, mas inserir o sistema de reconhecimento de face nesse produto é uma ideia que vale muito a pena ser considerada. Isso porque, com a adição do True Depth, o relógio inteligente também ganharia melhorias bem significativas em suas próximas versões. Com o sofisticado eye-tracking do sistema de câmera, seria possível realizar tarefas simples nele, como destravar mensagens ou abrir notificações, apenas olhando para o dispositivo ou realizando algum truque de piscadas ou direcionamento de vista ensinado previamente.

Esse novo recurso traria diversos benefícios para o Apple Watch: em primeiro lugar, deixaria seu uso muito mais intuitivo e simples, conferindo ao produto a tão falada praticidade que ele possui, mas que muitas vezes é questionada pela necessidade de utilizar as duas mãos para realizar executar determinadas funções.

Em resumo: aguardem por mais True Depth

O sistema acabou de ser apresentado ao mundo (com críticas em geral positivas, vale destacar) e ainda não há previsão para o lançamento de outro produto Apple que venha com ele incluso no pacote de hardware. Mas, pelos benefícios que a tecnologia já proporciona e pelas vantagens que ela pode gerar, podemos esperar novidades com relação ao True Depth em 2018.

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