O Spotify anunciou hoje que já conta com 60 milhões de usuários pagantes, ou seja, assinantes de fato. Isso é mais do que o dobro que o seu maior concorrente, o Apple Music. É interessante notar, entretanto, que o Spotify conseguiu adicionar 20 milhões de pessoas à sua lista de usuários pagantes em apenas cinco meses. A última vez que a empresa anunciou a quantidade de assinantes que tinha foi em março, quando a conta fechava em 40 milhões de pessoas.

Em suma, o serviço de streaming de música mais tradicional do mercado está deixando o concorrente — que tem o apoio da “empresa mais poderosa do mundo” — para trás. Até junho, o Apple Music tinha 27 milhões de assinantes e uma taxa de crescimento muito inferior. A oferta da Maçã no segmento de música tem ainda uma série de vantagens, como o fato de vir carregado de fábrica em todos os iPhones que entram no mercado. Além disso, a Apple investe pesado para trazer álbuns muito esperados de artistas globais primeiro para o Apple Music.

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Entretanto, com o status de “mais legal” obtido pelo Spotify ao longo dos anos, os amantes da música que não se importam tanto com os mais recentes álbuns do pop acabam ficando no Spotify. Por fim, o streaming verde ainda tem uma curadoria melhor, com rádios mais interessantes, as funções Descobertas da Semana e Daily Mix. Mesmo com a concorrência tentando copiar esses recursos, a base de assinantes do Spotify continua crescendo.

Parte desse sucesso pode ser o processo de conversão de usuários

Parte desse sucesso pode ser o processo de “conversão” de usuários. O Spotify oferece uma versão gratuita do seu serviço que tem essencialmente a mesma biblioteca, mas que executa anúncios entre as músicas e só pode ser ouvido no PC de forma não aleatória. São 80 milhões de usuários não pagantes.

Por fim, o Spotify deve entrar no mercado de ações até dezembro deste ano, segundo relata o The Wall Street Journal. Entretanto, a companhia prepara um processo de venda direta de ações por meio de terceiros. Isso quer dizer que não haverá uma IPO, uma oferta inicial de ações, em alguma bolsa. Esse método é o mais comum e sempre cria muito burburinho quando é relacionado a empresas de tecnologia. Contudo, os preços costumam ser bem mais baixos do que o valor real das ações, dada a abundância de papéis no mercado no primeiro dia.

Não se sabe se a experiência do Spotify vai dar certo sem uma IPO, mas a empresa ainda não detalhou direito como vai proceder para evitar instabilidade e baixa arrecadação.

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