Apesar dos ataques incessantes de Mark Zuckerberg à marca – colocando boa parte de seus recursos no Instagram e até no WhatsApp –, a dona do Snapchat parece estar superando qualquer barreira em sua estreia na bolsa de valores norte-americana. Boa parte desse cenário positivo para a empresa vem do fato que a sua abertura de capital resultou em ofertas de US$ 17 (R$ 52,50) por ação e fez com que o valor de mercado da Snap Inc. saltasse para nada menos que US$ 24 bilhões (R$ 74,1 bilhões).

Essa negociação não só trouxe US$ 4 bilhões (R$ 12,3 bilhões) em dinheiro vivo aos cofres da companhia como superou – e muito – as expectativas iniciais para essa nova fase da marca. Isso porque, antes de os papéis da Snap serem oficialmente comercializados na New York Stock Exchange (NYSE), a ideia era que a empreitada resultasse em ações com valor de US$ 15 (R$ 46,35) e arrecadasse por volta de US$ 3 bilhões (R$ 9,2 bilhões) em investimentos. Uma grata surpresa para a criadora de um dos apps favoritos dos millennials, não é mesmo?

O CEO da Snap tem motivos de sobra para sorrir

A entrada da Snap na bolsa suaviza as projeções de prejuízo para os próximos anos

A notícia é especialmente boa para o futuro da empresa se considerarmos que, até então a empresa não consiga fazer seus negócios engrenarem e darem lucro, ficando em uma situação bastante similar à de outro gigante da internet: o Twitter. Diferentemente da rede social de 140 caracteres, no entanto, a entrada da Snap na bolsa suaviza consideravelmente as projeções de prejuízo para os próximos anos e dá um fôlego extra para que o CEO Evan Spiegel e seus comandados possam traçar planos mais certeiros financeiramente para os produtos da casa.

Vale notar que, ainda que o hype em torno da companhia esteja lá em cima e faça com que a oferta pelas ações seja a maior no setor de tecnologia desde a abertura de capital do Alibaba, quem resolver investir na Snap vai precisar ter uma boa dose de fé nessa capacidade dos jovens chefões do negócio em reverter os prospectos negativos. Por quê? Basicamente porque os papéis sendo negociados atualmente não trazem direito de voto no conselho, impedindo que fundos de capital acabem interferindo demais na operação da marca.

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