Desde que a internet é a “internet”, a segurança digital nunca deixou de ser um assunto polêmico e preocupante. Casos de vazamento de fotos íntimas, documentos ultrassecretos e comprometedores e muitos outros dados são recorrentes e vivem pipocando nos sites de notícia.

Porém, segundo uma pesquisa conduzida pela ESET, nem mesmo os profissionais de TI (tecnologia da informação), pessoas que têm plena ciência (ou deveriam ter) dos perigos e cuidados com segurança digital, tomam as devidas precauções para prevenir esse tipo de acontecimento.

A ESET é uma empresa fornecedora de soluções de segurança da informação e conduziu esse estudo durante um evento no Reino Unido. Foram ouvidos 500 profissionais de TI e, desse total, 46% dos entrevistados admitiram que se perdessem os celulares usados para trabalho e cibercriminosos conseguissem acessar os dados do equipamento, a empresa na qual trabalham correria uma série de riscos.

Outro levantamento da companhia constata que 39% dos profissionais mantêm fotos, selfies e informações comprometedoras em seus aparelhos. “Essa pesquisa confirma que, apesar da ampla divulgação de problemas ocorridos por conta do vazamento de fotos e documentos armazenados em celulares, nem mesmo os profissionais de TI – que supostamente deveriam ter uma preocupação redobrada com a segurança da informação – tomam o devido cuidado com esses equipamentos”, afirma Camillo Di Jorge, gestor da ESET em nosso país.

“A recomendação é que as pessoas não armazenem documentos ou imagens comprometedoras ou confidenciais nesse tipo de equipamento, uma vez em que o celular está mais suscetível a roubo, furto e perda. Além disso, deve-se sempre usar uma senha forte para evitar o acesso não autorizado às informações armazenadas”, acrescenta.

Outro aspecto preocupante destacado pela pesquisa é a de que, apesar de muitos admitirem guardar dados sensíveis em seus aparelhos, 22% deles não contam com uma forma de apagar esses dados remotamente em caso de perda, roubo ou furto.

Tendo em vista esse quadro quase “assustador”, a ESET recomendou algumas dicas que deveriam estar “tatuadas” nas mãos dos profissionais de TI. Usuários comuns, entretanto, também podem tirar proveito dessas dicas:

  • Utilizar uma senha de acesso para seus dispositivos;
  • Restringir o tempo em que emails são armazenados em celulares e tablets – não deixá-los lá pode mais de dois dias;
  • Restringir a quantidade de informação armazenada no celular;
  • Não guardar fotos que não sejam necessárias no aparelho e passá-las para um computador ou disco externo sempre que possível, já que são meios de armazenamento mais seguros;
  • Fazer backups frequentes e certificar-se de que esses backups estejam funcionando corretamente;
  • Sempre que possível, utilizar soluções de segurança que possibilitem bloquear e limpar os dados do dispositivo remotamente.

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