Segundo a firma de consultoria Gartner, os smartphones movidos a Android responderam por 78,4% das vendas globais desse tipo de equipamento em 2013 – o que teve o efeito colateral de transformar a plataforma em um alvo preferencial de cibercriminosos. Por esse motivo, os experts da ESET, empresa especializada em detecção de ameaças à segurança da informação, prepararam uma série de dicas e conselhos para os usuários protegerem seus equipamentos.

Uma das primeiras medidas a serem tomadas é configurar o bloqueio automático do aparelho para evitar acesso indevido aos dados do dispositivo. “É importante usar uma senha, que pode ser numérica, alfanumérica (com números, letras e caracteres especiais) ou um padrão-chave de desenho (ligação de pontos). Neste último caso, recomenda-se configurar o dispositivo de modo que o traçado não seja exibido, evitando que qualquer pessoa o memorize”, explicam.

Além da senha de desbloqueio do equipamento, o especialistas ressaltam que o usuário deve definir um código de acesso ao cartão SIM, o que ajuda a impedir a falsificação e roubo de identidade. Assim como na chave de desbloqueio, aqui é indicado usar uma senha forte (com letras, números e caracteres), diminuindo as chances de vazamento de informações em caso de perda, roubo ou furto do equipamento.

Fugindo da maldade

Outro ponto ressaltado é a importância de realizar atualizações periodicamente, já que elas são essenciais para não deixar o smartphone vulnerável. “Por meio delas, os programadores corrigem bugs como falhas de segurança [...]. Para atualizar os aplicativos, o usuário deve abrir o Google Play, no menu ‘Meus Aplicativos’, e realizar as atualizações. Já o sistema operacional é atualizado automaticamente pelas operadoras e fabricantes”, ensinam.

Ao instalar novos aplicativos, os especialistas ressaltam que é importante considerar a sua origem e as permissões exigidas. Eles recomendam o uso apenas do Google Play, que é mais confiável para efetuar downloads, e reforçam a necessidade de ler atentamente os Termos e Condições e a lista de permissões do app, que estão disponíveis na própria loja digital.

Muitos dos programas baixados pelos usuários utilizam o recurso de geolocalização para funções diversas, desde fornecer orientações de trajeto até para encontrar um equipamento perdido. “No entanto, esse recurso também permite que hackers localizem os proprietários e pratiquem crimes. Portanto, é aconselhável evitar essa funcionalidade e sempre verificar se os serviços que a utilizam são confiáveis ??e adequados”, dizem.

Medidas simples

Os experts da ESET afirmam ainda que fazer cópias de segurança periódicas dos dados e informações contidos no smartphone é uma ótima prática, pois esse tipo de ação possibilita a recuperação desses dados no caso de incidentes com o equipamento. Além disso, eles também recomendam algumas medidas para configurar a segurança do navegador do smartphone:

  • Instalar uma solução de antivírus capaz de analisar as conexões e arquivos em execução;
  • Desabilitar a execução de Java e Flash automaticamente;
  • Acessar apenas sites HTTPS;
  • Desativar a opção de lembrar senhas;
  • Desmarcar a opção de ativar localização.

Por fim, eles também lembram que os usuários devem apagar suas informações antes de vender ou trocar o equipamento. Nas versões mais recentes do Android, isso pode ser feito clicando em “Configurações”, “Fazer backup e redefinir” e “Configuração original”. Além disso, também é necessário deletar os dados do cartão de memória.

“Muitas pessoas estão com seus aparelhos expostos aos cibercriminosos pela falta de conhecimento dos riscos a que estão expostas e dos cuidados para evitá-los. Essas medidas e configurações simples não requerem conhecimento avançado no sistema operacional Android e fazem com que os usuários fiquem mais seguros”, conclui Camillo Di Jorge, country manager da ESET Brasil.

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