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Segurança

Pastores são acusados de fraude de cartão de crédito contra Mercado Livre

Ação da Polícia Civil de SP descobriu crime que envolvia estornos irregulares e compras falsas, em prejuízo que supera R$ 250 mil.

Avatar do(a) autor(a): Nilton Cesar Monastier Kleina

schedule10/06/2026, às 09:05

updateAtualizado em 10/06/2026, às 09:06

Um grupo de pessoas que inclui três pastores foi acusado de transações fraudulentas usando uma popular plataforma financeira que atua no Brasil. O caso é investigado pela 3ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes Cibernéticos (DICCIBER).

A operação da Polícia Civil de São Paulo para desmantelar as operações foi deflagrada nesta terça-feira (9) e envolveu mandados contra oito investigados na capital e nas cidades de Guarulhos e São Caetano do Sul.

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A Justiça autorizou a prisão dos integrantes, além do cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão — que incluem a detenção de dois pastores de uma igreja da Zona Leste, suspeitos de serem os líderes do grupo. A dupla, porém, estaria fora do país e não foi localizada até o momento, enquanto um terceiro pastor não teve a identidade divulgada pela polícia.

Como funcionava o golpe

De acordo com o DICCIBER, o grupo lucrava com uma operação que gerava um pagamento irregular de empresas de e-commerce. Ele causou prejuízos de ao menos R$ 263 mil contra o Mercado Pago, que é a plataforma de serviços financeiros do grupo Mercado Livre.

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Grupo atuou contra o serviço financeiro do Mercado Livre, o Mercado Pago. (Imagem: Shutterstock/Reprodução)
  • Durante dezembro de 2024, os suspeitos utilizaram estornos indevidos para obter valores inexistentes, que eram compensados pelo próprio Mercado Livre após transações que eram feitas entre membros da quadrilha;
  • O golpe começava com a criação de links de pagamento do Mercado Pago, enviados pelos supostos líderes da organização para outras pessoas próximas que atuavam como cúmplice;
  • Imediatamente após o pagamento, os valores eram transferidos para outras contas, retornando ao caixa do grupo. Em seguida, os falsos compradores contestavam as transações via contato com as operadoras de cartão de crédito, conseguindo o estorno dos valores de forma irregular;
  • Dessa forma, o Mercado Pago arcava com a estorno sem que o valor de fato fosse devolvido. Ao todo, foram realizadas 27 transações a partir desse método.

Os suspeitos foram acusados de estelionato e associação criminosa e, ao todo, cinco prisões foram realizadas. As investigações ainda estão em andamento e podem levar à identificação de mais participantes.

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