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Segurança

Copa do Mundo 2026: sites sofisticados enganam com falsa venda de ingressos

Páginas que simulam sistema oficial da FIFA roubam informações sensíveis e dinheiro de quem deseja ver as partidas no estádio.

Avatar do(a) autor(a): Nilton Cesar Monastier Kleina

schedule05/06/2026, às 14:00

A proximidade da Copa do Mundo de 2026 significou também a chegada de ameaças à cibersegurança envolvendo o torneio de futebol. O laboratório Group-IB descobriu uma série de ameaças que simulam serviços legítimos e podem causar grandes prejuízos para eventuais vítimas.

O conjunto de esquemas é bastante complexo e envolve ao menos quatro grandes nomes do setor de crimes digitais, incluindo a ferramenta cibercriminosa de origem chinesa conhecida como Ghost Stadium. O objetivo aqui é duplo: além de roubar dados cadastrais e pessoais, o golpe de falsa venda de ingressos também causa danos financeiros.

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Os golpes digitais na Copa do Mundo 2026

Segundo o levantamento do Group-IB, cerca de 4,3 mil domínios fraudulentos que imitam sites oficiais da FIFA foram detectados desde agosto de 2025. Destes, algumas centenas já estavam ativamente aplicando golpes, enquanto outros estavam "dormentes" e esperando a proximidade do torneio para se tornarem parte do processo.

  • As páginas imitam principalmente os serviços de reserva e compra de ingressos para as partidas, que acontecem entre os dias 11 de junho e 19 de julho deste ano. Os jogos são em estádios de México, Canadá e Estados Unidos, com os canais da FIFA sendo os únicos responsáveis pela venda das entradas;
  • Os sites que simulam essas operações e aplicam o phishing levam a vítima a colocar dados cadastrais e bancários, além de ainda fazer o pagamento pelo que seriam os bilhetes de acesso ao jogo. As perdas financeiras só nos crimes de venda falsa de ingressos e hospedagem seriam de algo entre US$ 71 e US$ 474 milhões;
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Os sites falsos que simulam as páginas da FIFA. (Imagem: Group-IB/Reprodução)
  • Também foram encontrados outros golpes, incluindo o cadastro falso de credenciais de acesso, a comercialização de produtos piratas, o oferecimento de plataformas inexistentes de streaming para ver as partidas e sites de apostas suspeitos;
  • A divulgação dos golpes conta com a ajuda de plataformas e redes sociais. Anúncios falsos e perfis fraudulentos que ofereceram a venda dos ingressos se espalharam por serviços como o Facebook, WhatsApp e Telegram — inclusive traduzidos para vários idiomas, o que aumenta o escopo do golpe e a quantidade de vítimas em potencial;
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Posts orgânicos e pagos ajudam a espalhar os golpes. (Imagem: Group-IB/Reprodução)
  • Até mesmo mecanismos de busca como o Google aceitaram anúncios dessas páginas, que acabam aparecendo no topo de resultados de pesquisas por ingressos da Copa do Mundo 2026.

Como afirma o Group-IB, o cenário indica que "este não é um problema que possa ser resolvido por uma única instituição trabalhando sozinha", já que seria necessária uma arquitetura coordenada entre empresas de hospedagem, plataformas digitais e autoridades policiais para desmantelar todo o esquema.

Como é a tecnologia da Trionda, a bola oficial da Copa do Mundo de 2026? Saiba tudo sobre ela nesta matéria!

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