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Segurança

Banco registra prejuízo de R$ 146,6 milhões após ataque hacker

Valor aparece como “item não recorrente” no balanço do primeiro trimestre de 2026 do Banco do Nordeste; ataque teria explorado falha em empresa prestadora de serviços. O TecMundo tentou contato com o banco.

Avatar do(a) autor(a): Cecilia Ferraz

schedule14/05/2026, às 12:30

updateAtualizado em 14/05/2026, às 12:39

O Banco do Nordeste (BNB) teve um prejuízo de R$ 146,6 milhões, resultado do ataque cibernético sofrido pelo banco em janeiro deste ano. No balanço de resultados do primeiro trimestre de 2026, divulgado pela instituição nesta semana, o valor aparece como “item não recorrente”. O TecMundo entrou em contato com o banco para entender mais sobre o impacto do incidente, mas não recebeu resposta até a publicação da reportagem.

O BNB afirma que esse tipo de resultado vêm de eventos sem previsibilidade e que não são relacionados às operações da empresa. Em 26 de janeiro de 2026, o banco suspendeu as transações Pix após a identificação do ataque hacker. Na ocasião, a instituição afirmou que esta foi apenas uma medida preventiva, que ficou vigente até 29 de janeiro.

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A suspensão temporária do Pix foi uma das medidas adotadas pelo Banco do Nordeste após identificar movimentações suspeitas na infraestrutura de pagamentos da instituição.

De acordo com o PlatôBR, que denunciou a invasão, os criminosos entraram nos sistemas do banco por meio de uma falha em um prestador de serviço. Ainda foi possível afirmar que os recursos dos clientes do banco não foram roubados e as transações fraudulentas se originaram de uma conta bolsão da empresa prestadora de serviços.

Contas-bolsão são aquelas abertas por fintechs de pequeno porte, que não podem acessar o Sistema Brasileiro de Pagamentos. O objetivo dessas contas é conectar essas empresas a bancos tradicionais e instituições de pagamento.

Na época, o BNB também emitiu um comunicado, informando que havia identificado o incidente de segurança cibernética na infraestrutura de transações PIX. O banco garantiu que nenhum dado havia sido vazado e nenhuma conta de cliente sofreu prejuízos. 

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As transações fraudulentas investigadas no ataque ao Banco do Nordeste teriam sido realizadas por meio de uma conta bolsão conectada ao sistema Pix.

BNB não foi o único alvo de cibercriminosos

Apesar de ter sido um dos casos mais comentados, o Banco do Nordeste não foi a única instituição financeira afetada por ataques hacker neste ano. Outro exemplo foi o Banco Rendimento, especializado em câmbio, crédito e pagamentos, que confirmou ter sofrido uma invasão em 21 de abril de 2026. 

Em comunicado oficial, a instituição afirmou que o incidente afetou "alguns canais de acesso aos clientes, que impactou algumas contas", sem detalhar o número de usuários afetados ou eventuais prejuízos financeiros.

Em 22 março, o BTG Pactual também foi vítima de um incidente de segurança que desviou recursos do PIX. De acordo com fontes, cerca de R$ 100 milhões foram desviados e recuperados pelo banco. O ataque também levou à paralização dos serviços PIX da instituição.

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