O Banco do Nordeste (BNB) teve um prejuízo de R$ 146,6 milhões, resultado do ataque cibernético sofrido pelo banco em janeiro deste ano. No balanço de resultados do primeiro trimestre de 2026, divulgado pela instituição nesta semana, o valor aparece como “item não recorrente”. O TecMundo entrou em contato com o banco para entender mais sobre o impacto do incidente, mas não recebeu resposta até a publicação da reportagem.
O BNB afirma que esse tipo de resultado vêm de eventos sem previsibilidade e que não são relacionados às operações da empresa. Em 26 de janeiro de 2026, o banco suspendeu as transações Pix após a identificação do ataque hacker. Na ocasião, a instituição afirmou que esta foi apenas uma medida preventiva, que ficou vigente até 29 de janeiro.
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De acordo com o PlatôBR, que denunciou a invasão, os criminosos entraram nos sistemas do banco por meio de uma falha em um prestador de serviço. Ainda foi possível afirmar que os recursos dos clientes do banco não foram roubados e as transações fraudulentas se originaram de uma conta bolsão da empresa prestadora de serviços.
Contas-bolsão são aquelas abertas por fintechs de pequeno porte, que não podem acessar o Sistema Brasileiro de Pagamentos. O objetivo dessas contas é conectar essas empresas a bancos tradicionais e instituições de pagamento.
Na época, o BNB também emitiu um comunicado, informando que havia identificado o incidente de segurança cibernética na infraestrutura de transações PIX. O banco garantiu que nenhum dado havia sido vazado e nenhuma conta de cliente sofreu prejuízos.
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BNB não foi o único alvo de cibercriminosos
Apesar de ter sido um dos casos mais comentados, o Banco do Nordeste não foi a única instituição financeira afetada por ataques hacker neste ano. Outro exemplo foi o Banco Rendimento, especializado em câmbio, crédito e pagamentos, que confirmou ter sofrido uma invasão em 21 de abril de 2026.
Em comunicado oficial, a instituição afirmou que o incidente afetou "alguns canais de acesso aos clientes, que impactou algumas contas", sem detalhar o número de usuários afetados ou eventuais prejuízos financeiros.
Em 22 março, o BTG Pactual também foi vítima de um incidente de segurança que desviou recursos do PIX. De acordo com fontes, cerca de R$ 100 milhões foram desviados e recuperados pelo banco. O ataque também levou à paralização dos serviços PIX da instituição.
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