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Segurança

Hackers ligados ao Irã reinvidicam ataque a três órgãos do governo de Dubai

Organização vinculada ao Irã alega ter destruído 6 petabytes de dados e roubado 149 TB de informações de órgãos públicos dos Emirados Árabes Unidos; afirmações não foram verificadas de forma independente.

Avatar do(a) autor(a): Cecilia Ferraz

schedule13/04/2026, às 18:45

O grupo Handala afirmou ter invadido três órgãos governamentais dos Emirados Árabes Unidos, o Dubai Courts, o Dubai Land Department e o Dubai Roads and Transport Authority.

Segundo a organização, a operação resultou na destruição de 6 petabytes de dados e no roubo de 149 TB de informações sensíveis. As alegações não foram verificadas de forma independente. Em comunicado publicado em seu site na rede Tor, o grupo justificou o ataque como resposta ao que chamou de "traição à Resistência".

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"Em resposta à traição flagrante ao Eixo da Resistência pelos líderes epsteinistas dos EAU, e como um aviso sério e preventivo a todos os governos traidores da região, Handala lançou um de seus ataques cibernéticos mais poderosos contra a infraestrutura crítica do país", escreveu o grupo. "Durante esta operação, 6 petabytes de dados foram completamente destruídos."

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Post publicado pelo Handala Hack Team em seu site na rede Tor, datado de 12 de abril de 2026, reivindicando o ataque à infraestrutura dos Emirados Árabes Unidos e anunciando a destruição de 6 petabytes de dados. Imagem: Security Affairs.

Handala como fachada do Void Manticore

O Handala se apresenta publicamente como um grupo hacktivista pró-Palestina, mas é amplamente identificado por analistas de segurança como uma frente operacional do Void Manticore, grupo vinculado ao Irã.

O repertório da organização inclui phishing, roubo de dados, extorsão, ataques destrutivos com wiper (malware projetado especificamente para apagar dados permanentemente) e operações de guerra psicológica.

Desde o início do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel, o grupo intensificou suas ações. Seus alvos anteriores incluem servidores militares israelenses, oficiais de inteligência e empresas privadas do setor de defesa.

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Captura de tela divulgada pelo Handala mostra uma sessão do Windows PowerShell aberta em um sistema identificado como pertencente ao Dubai Courts, com o comando Start-ADSyncSyncCycle executado com status "Success" — usado para sincronização de diretórios do Active Directory. Imagem: Security Affairs.

Histórico recente de ataques de grande escala

No início de abril, o Handala afirmou ter comprometido a PSK Wind Technologies, empresa israelense de engenharia e TI especializada em sistemas integrados para defesa e comunicações críticas, incluindo soluções de comando e controle.

Desde fevereiro deste ano, quando o conflito dos EUA e Israel com o Irã escalou, o grupo reivindica uma série de operações de alto impacto.

Entre elas, uma suposta invasão à fabricante de tecnologia médica Stryker, na qual o grupo afirma ter comprometido o ambiente Microsoft interno da empresa e apagado remotamente dezenas de milhares de dispositivos de funcionários — sem uso de malware, segundo a organização.

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O Handala afirmou ter destruído mais de 200.000 servidores, dispositivos móveis e outros sistemas, forçando o fechamento de escritórios em 79 países, além de ter exfiltrado cerca de 50 TB de dados corporativos.

FBI oferece US$ 10 milhões por informações sobre os hackers

O grupo também afirmou ter invadido a conta pessoal do Gmail de Kash Patel, diretor do FBI, e divulgado supostos arquivos e fotos obtidos da conta. O FBI não confirmou a violação.

A agência americana colocou uma recompensa de até US$ 10 milhões por informações que levem à identificação dos responsáveis pelo Handala.

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