A Apple lançou correções de segurança retroativas para versões antigas do iOS, iPadOS e macOS Sonoma após identificar uma vulnerabilidade no WebKit que poderia resultar em corrupção de memória durante o processamento de conteúdo malicioso.
A falha foi registrada como CVE-2023-43010 e recebeu pontuação CVSS 8.8, considerada de alta gravidade. A brecha também faz parte do kit de exploits conhecido como Coruna, descoberto pelo Google Threat Intelligence Group (GTIG) em março deste ano.
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Segundo a Apple, a correção associada ao pacote Coruna havia sido lançada originalmente no iOS 17.2, em 11 de dezembro de 2023.
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“Essa correção associada ao kit de exploits Coruna foi lançada no iOS 17.2 em 11 de dezembro de 2023”, explicou a empresa. “Essa atualização corrige o problema em dispositivos que não puderam atualizar para a versão mais recente do iOS”, acrescentou.
Brecha era explorada pelo kit Coruna
O kit Coruna explora 23 vulnerabilidades diferentes em sistemas da Apple, incluindo versões tão antigas quanto o iOS 13, lançado em 2019. No caso da CVE-2023-43010, a exploração poderia provocar corrupção de memória ao processar conteúdo web malicioso.
Originalmente, a correção foi disponibilizada para o iOS 17.2, iPadOS 17.2, macOS Sonoma 14.2 e Safari 17.2.
Na rodada mais recente de atualizações, o patch também passou a ser distribuído para versões mais antigas do sistema, incluindo o iOS e o iPadOS 15.8.7 e 16.7.15.
Os sistemas iOS 15.8.7 e iPadOS 15.8.7 também receberam correções para outras vulnerabilidades associadas ao pacote Coruna, incluindo CVE-2023-4300, CVE-2023-41974 e CVE-2024-23222.
De onde vem o pacote Coruna?
De acordo com informações publicadas pelo site The Hacker News, há especulações de que o pacote Coruna tenha sido desenvolvido pela empresa L3Harris, contratada por forças armadas dos Estados Unidos. Não se sabe como a ferramenta foi parar na mão de agentes maliciosos estrangeiros.
Posteriormente, o conjunto de exploits teria sido repassado à corretora de vulnerabilidades russa Operation Zero.
Dois exploits explorados pelo Coruna — CVE-2023-32434 e CVE-2023-38606 — também foram utilizados em uma campanha maliciosa conhecida como Operation Triangulation, que mirou usuários russos em 2023.
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