A Rússia estaria utilizando a internet fornecida pelos satélites da Starlink para driblar as ferramentas de bloqueio de sinal durante ataques de drones em diferentes cidades ucranianas. A denúncia foi feita pelo ministro da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, na última quinta-feira (29).
Fornecida ao país após a invasão das tropas de Moscou, em fevereiro de 2022, a tecnologia da operadora ligada à SpaceX é usada pelas forças militares de Kiev desde então. Além de auxiliar os pilotos das aeronaves não tripuladas, a conectividade facilita a comunicação nas frentes de batalha.
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Aumentando o alcance dos drones russos
Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram restos de drones russos equipados com modens da Starlink abatidos pelos sistemas de defesa ucranianos. Com esse recurso, eles aumentam o alcance de voo, superando os modelos guiados via rádio, chegando a até 500 km de distância.
- Além disso, a alta velocidade de conexão facilita ajustes em tempo real, sem a necessidade de sair da Rússia, melhorando a precisão dos ataques;
- Outra vantagem da internet via satélite é a possibilidade de evitar os bloqueios de sinais de rádio e GPS que afetam os demais equipamentos;
- Eles também superam os drones controlados por cabos de fibra óptica, cujo alcance fica limitado ao comprimento do fio;
- Conforme as autoridades locais, há evidências de centenas de ataques de drones da Rússia usando a conexão fornecida pela empresa de Elon Musk.
Uma dessas campanhas supostamente apoiadas pela conexão da Starlink foi realizada na última terça-feira (27), na cidade de Kharkiv, resultando em cinco mortos. O serviço também teria sido utilizado em ataques a instalações de energia ucranianas, impactando o país em meio ao inverno rigoroso.
Segundo Fedorov, o Ministério da Defesa Ucrânia entrou em contato com a SpaceX propondo soluções para o problema. Embora o ministro tenha agradecido pela “resposta rápida” da empresa, não se sabe se e qual foi a medida da Starlink para contornar a situação.
“As tecnologias ocidentais devem continuar a apoiar o mundo democrático e a proteger os civis — e não serem usadas para o terrorismo e a destruição de cidades pacíficas”, escreveu Fedorov em seu perfil no X.
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